Bicicleta e Saúde Pública #01

Pedalar é, sem dúvida, a atividade física perfeita para promover a saúde das pessoas, das comunidades e do planeta. Quanto mais pessoas deixam de comprar e usar carros nas cidades e passam a usar a bike em seus deslocamentos diários, melhor é a qualidade do ar local, além de contribuírem para mitigar a mudança do clima.

Ao pedalar, as pessoas se beneficiam física e mentalmente, diminuindo o risco de sofrer e morrer de doenças cardiovasculares, diabetes, vários tipos de câncer, depressão, entre outras doenças.

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Por que integrar as políticas de saúde pública com políticas de promoção de mobilidade por bicicleta?

Bike como meio de transporte não deixa de ser exercício físico, trazendo benefícios para a saúde física e mental das pessoas e aumento da expectativa de vida;

Mesmo em cidades poluídas, os benefícios de pedalar são maiores que os danos causados pela eventual exposição à poluição durante o exercício;

Melhoria na saúde mental;

Menos congestionamentos, menos estresse e mais tempo para outras atividades
Ruas mais agradáveis à circulação de pessoas e maior interação social;

Redução da poluição atmosférica e sonora Redução de acidentes e mortes de trânsito;

Combate ao sedentarismo infantil;

Redução de faltas no trabalho por motivos de saúde;

Redução de pessoas trabalhando doentes, gerando perda de produtividade, saúde debilitada, exaustão e surtos de epidemias no ambiente de trabalho.

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imagem: O Globo Niterói

A bicicleta como fator de melhoria da saúde

Melhora equilíbrio, força muscular, flexibilidade e coordenação motora;

Controle de peso e combate à obesidade, inclusive infantil Transporte ativo por bicicleta pode ser praticado por pessoas;

de todas as idades por ser um exercício de baixo impacto;

Saúde mental: como qualquer exercício físico, pedalar ajuda a combater a depressão, estresse e ansiedade.

 

Incentivar o maior número possível de trabalhadores a pegar a bicicleta precisa se transformar em uma prioridade máxima para os municípios e governos. Estudo publicado em abril de 2017 no British Medical Journal com 263.450 pessoas constatou que aquelas que iam para o trabalho pedalando tiveram um risco 52% menor de morrer de doença cardíaca e um risco 40% menor de morrer de câncer. Além disso, o risco de desenvolver uma doença cardíaca foi 46% inferior, e o de desenvolver câncer, 45% menor. Caminhar para o trabalho não estava associado com um menor risco de morrer por nenhuma dessas causas. Ou seja, pedalar é mais benéfico que andar.

 

Para acessar o material completo da campanha Bicicleta nos Planos, clique aqui

 

TransOceânica: uma farsa cicloviária?

Ao contrário do que afirma a Prefeitura de Niterói nos veículos de comunicação e na cara e ostensiva propaganda de governo em torno da TrânsOceânica, A OBRA NÃO CONTA COM UM METRO SEQUER DE CICLOVIA, à exceção do Túnel Charitas-Cafubá.

O QUE DIZ A LEI

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro a CICLOVIA é uma pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.

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A linearidade e a coerência da rede são fundamentais para que ela seja facilmente compreendida por qualquer usuário, mesmo os que ainda não possuem o hábito de utilizar a bicicleta em suas viagens ou que não são moradores locais.

Para ser atraente aos usuários atuais e potenciais, a rede cicloviária deve conectar pontos de origem e destino atrativos para a realização de viagens cotidianas (Guia de Planejamento Cicloinclusivo / ITDP)

A PROPAGANDA

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Teremos uma ciclovia acompanhando toda a TransOceânica.” (Axel Grael, 10/10/16)

Toda a via é composta por ciclovia, duas faixas para veículos e uma faixa exclusiva para ônibus, que será usada por coletivos normais e pelo BHS. (O Fluminense, 05/03/17)

A REALIDADE

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No próprio site da TransOceânica, em que é possivel acompanhar o andamento das obras e os tipos de estruturas, constam (com exceção do túnel) os seguintes termos:  ciclovia sobre a calçada (isso não existe!), faixa compartilhada e calçada compartilhada.

CADÊ A CICLOVIA PROMETIDA, PREFEITO?

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A PERPETUAÇÃO DO PROBLEMA

De acordo com estudos feitos pela prefeitura, atualmente 39% da população da região usam automóveis para se locomover — em toda a Região Metropolitana do Rio, o percentual é 23%. A quantidade de gente que usa a bicicleta também é muito menor na Região Oceânica — apenas 1% da população, enquanto na Região Metropolitana 5% optam por esse meio de locomoção. (O Globo, 16/12/16)

Lamentamos mais esta oportunidade perdida pela Prefeitura de Niterói contrariando a legislação e o compromisso assumido ao assinar Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa durante a campanha eleitoral em 2016 e REPUDIAMOS a maneira como esta gestão se utiliza do termo CICLOVIA, com a única finalidade de enganar os ciclistas e os cidadãos niteroienses.

Cineclube PS #02

A segunda edição do Cineclube PS, uma atividade de formação e conscientização em CICLOMOBILIDADE, exibirá o aclamado documentário Bikes vs Cars (2015) do diretor Fredrik Gertten.

Após a exibição do documentário, faremos uma breve roda de conversa.

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Apesar do nome Bikes vs Cars, o documentário não trata da disputa de espaço por carros e bicicletas, mas sim de como a indústrias dos carros influencia as políticas públicas das cidades e a forma como a bicicleta consegue mudar isso.

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Lançado em 2015, o documentário foi rodado em algumas cidades do mundo. No Brasil, apenas a cidade de São Paulo foi palco de algumas cenas. Entre 2012 e 2014, o diretor do filme Fredrik Gertten registrou as eleições do prefeito Fernando Haddad (PT) e as transformações pelas quais a cidade passou com a nova gestão e um forte investimento no uso da bicicleta na capital paulista.

O documentário também foi rodado nas cidades de Los Angeles, nos Estados Unidos, onde se fala um pouco sobre a luta por mais espaços para a bicileta; Já em Toronto no Canadá é mostrado a retirada de algumas bicicletas e por último Copenhague, na Dinamarca que é uma cidade referência nas políticas de mobilidade por bicicleta.

confira, abaixo, o trailer do documentário!

para acessar o evento no facebook, clique aqui