Pedal Sonoro | The Smiths / Cure

Neste sábado (12/08), o Pedal Sonoro invade a rebeldia melancólica dos anos 80 e une as duas bandas mais aclamadas do pós-punk britânico.

273-cover-tease-no-type-smiths-770.jpgThe Smiths: considerada pelos críticos a banda de rock alternativo mais importante dos anos 80.

rs-245886-RS-The-Cure.jpgThe Cure: seus cds são um verdadeiro manifesto pra toda uma geração que clamava, e ainda clama, por contraversão.

Morrissey e Roberth Smith vão levar à cidade sorriso toda diversão de uma década permeada por filmes estranhos, cortes de cabelos questionáveis e, claro, as inesquecíveis músicas que permanecem pra sempre em nossos corações nostálgicos.

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Para embalar a pedalada, não vão faltar clássicos como Just Like a Heaven, Friday I’m in Love, This Charming Man, Bigmouth Strikes Again, Ask, Boys Don‘t Cry, In Between Days e muito mais!

SÁBADO (12/08) | CONCENTRAÇÃO 17H / SAÍDA 18H
CICLOPONTO ICARAÍ [Calçadão da Praia, em frente à Reitoria/UFF]

para acessar o evento no facebook, clique AQUI

Pedal Sonoro | I Love XV

Foi com alguma surpresa e muita satisfação que recebemos o convite do ColetivoXV para participarmos da atividade I Love XV neste domingo (30/07/17), colaborando na sonorização móvel da skateata.

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Acreditamos que esta seja uma excelente oportunidade de aproximação para que, num futuro próximo, possamos juntos – ciclistas e skatistas – desenvolvermos uma agenda em comum relacionada à MOBILIDADE ATIVA.

Precisamos superar nossas pequenas diferenças e avançar nas propostas comuns para construirmos cidades mais humanas em que possamos circular em segurança.

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Convocamos a todas e todos para o I Love XV, neste domingo, a partir das 10h, no Boulevard Olímpico / AquaRio!

Um dia inteiro de Skate, Música, Arte e Ativismo. Uma iniciativa independente do Coletivo XV, responsável pela legalização do Skate na Praça XV e afirmação dele como atividade cultural em nossa cidade caótica e maravilhosa.

Se a Praça é do Povo, a XV é do Skate! (e por que não das bicicletas?)

Rodrigo Neves e as promessas de campanha #1 (2012)

Por ocasião da campanha eleitoral de 2012, o então candidato à Prefeitura de Niterói Rodrigo Neves (PT) e seu vice Axel Grael (PV) produziram um belo material com diversas promessas voltadas para a promoção da ciclomobilidade em Niterói.

Acesse o material de campanha, clicando aqui!

Após todo um mandato (4 anos) e mais de 6 meses após reeleito, analisamos quais promessas de campanha foram cumpridas, ainda que parcialmente.

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INFRA ESTRUTURA

Implantar uma malha de ciclovias planejada para atender às vocações e necessidades e respeitar as limitações de cada região da cidade.

Somente em abril de 2014, após 1 ano e 4 meses de governo, uma empresa (TCUrbes) foi contratada pelo valor de R$120mil para iniciar os estudos do Plano Cicloviário de Niterói. Após diversos encontros participativos promovidos pelo programa Niterói de Bicicleta até 2015, em que a população e os ciclistas puderam opinar sobre o tema, ainda não existe um projeto executivo para a implantação do plano.

Com Rodrigo Neves, Niterói terá uma malha de ciclovias inteligente e interligada, com traçado eficiente e normas de segurança internacionais.

As poucas estruturas cicloviárias da cidade não atendem sequer à legislação brasileira. De modo geral a execução das obras pela NitTrans é muito ruim (às vezes contrariando o que foi determinado pelo próprio programa Niterói de Bicicleta), a conservação é péssima (ex: não reposição de segregadores danificados, traçados apagados, etc), falta sinalização horizontal e vertical para motoristas, ciclistas e pedestres e, isto tudo, aliado à ausência de campanhas de educação de e para o transito e fiscalização eficiente oferecem grandes riscos à segurança de ciclistas.

Interligar Região Oceânica, Praias da Baía de Guanabara, Zona Norte e Pendotiba com a malha de ciclovias, que inclui uma passagem exclusiva para bicicletas no túnel Charitas- Cafubá.

As estruturas cicloviárias não possuem conectividade satisfatória nem mesmo nas próprias regiões, muito menos entre elas. A conexão entre as Zonas Norte/Sul (Avenidas Marquês de Paraná e Jansen de Melo), prometida inicialmente para dezembro de 2014 pelo então vice-prefeito Axel Grael, nunca foi efetivada e agora a sua implantação está vinculada à construção de um grande shopping center na Marquês de Paraná, ponto crítico do trânsito niteroiense. A exceção é o túnel Charitas/Cafubá, embora existam diversos problemas em seus acessos e a ciclovia ao longo da TransOceânica permanece como um grande mistério, uma vez que o seu projeto executivo sequer foi apresentado à sociedade.

As ciclovias serão levadas em conta em todas as obras do governo.

Definitivamente, não é verdade. Durante a primeira gestão, diversas intervenções foram feitas na cidade e as estruturas cicloviárias sequer foram discutidas e acabaram ficando de fora das obras. Mesmo em 2017, após a reeleição e a assinatura da Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa pelo prefeito Rodrigo Neves, a ciclomobilidade ainda está longe de ser uma política de governo. Podemos citar como exemplo o recalcamento da Rua São Lourenço na Zona Norte e a própria TransOceânica.

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PARA FACILITAR A VIDA DO CICLISTA

Permitir o acesso de bicicletas nos transportes públicos como barcas e ônibus.

A suspensão da tarifa no transporte de bicicletas na CCR Barcas em setembro de 2013 foi uma determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que a cobrança não estava prevista no contrato de concessão. Nem a Prefeitura de Niterói, nem a Prefeitura do Rio de Janeiro têm algo a ver com isto, embora ambas costumam dizer o contrário. O transporte de bicicletas em ônibus jamais foi objeto de qualquer discussão em nossa cidade.

Implantar um sistema de locação de bicicletas públicas.

Embora uma empresa tenha se mostrado interessada em implantar e operar tal sistema, ainda em 2014, sem custo para a prefeitura, esta promessa jamais foi cumprida.

Criar um plano de ruas para pedestres, com fechamento de vias públicas para área de lazer nos domingos e feriados.

Houve a abertura de vias para os modos não motorizados de um trecho da orla em Piratininga, no entanto, não sabemos informar se tal operação continua a acontecer. Registramos também o fechamento ao tráfego da Rua Leandro Motta, no chamado Polo Gastronômico de Icaraí, fato motivado devido aos interesses de comerciantes e não relacionado com o Direito à Cidade.

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Contribuições e questionamentos de usuários são muito bem vindas!

Envie-nos um e-mail: pedalsonoro@gmail.com

 

 

 

 

Segurança viária: o que determina a LEI?

Trecho da apresentação utilizada na Audiência Pública: Mobilidade Urbana e Segurança Viária, realizada em 09/12/2016 na Câmara Municipal de Niterói, convocada pelos movimentos/coletivos Mobilidade Niterói, Niterói Para Pessoas e Pedal Sonoro e atendida pelos vereadores Paulo Eduardo Gomes (PSOL) e Daniel Marques (PV).

NOTA: Nesta importante atividade, com exceção de uma porta-voz da NitTrans, nenhuma das autoridades municipais convidadas compareceu à audiência.

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (CTB) Lei Federal 9.503 de 23/09/1997

Considera-se TRÂNSITO a utilização das vias por PESSOAS, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

O trânsito, em CONDIÇÕES SEGURAS, é um DIREITO DE TODOS e DEVER dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao SNT darão prioridade em suas ações à DEFESA DA VIDA, nela incluída a preservação da saúde e do meio ambiente.

Os órgãos e entidades componentes do SNT RESPONDEM, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de AÇÃO, OMISSÃO ou ERRO na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do DIREITO do trânsito seguro.

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PLANO NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA/PNMU Lei Federal 12.587 de 01/03/2012

Princípios do PNMU:

ACESSO dos cidadãos ao transporte público coletivo;

GESTÃO DEMOCRÁTICA e CONTROLE SOCIAL do planejamento e avaliação da PNMU;

SEGURANÇA nos deslocamentos das PESSOAS;

Justa distribuição dos BENEFÍCIOS E ÔNUS decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços;

EQUIDADE no uso do ESPAÇO PÚBLICO de circulação, vias e logradouros.

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Diretrizes do PNMU:

PRIORIDADE dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado;

INTEGRAÇÃO entre os modos e serviços de transporte urbano.

Objetivos do PNMU:

Consolidar a GESTÃO DEMOCRÁTICA como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

 

 

SMU e Prefeitura desconsideram pedestres e ciclistas como parte do trânsito

A Prefeitura de Niterói, através da Secretaria de Urbanismo e Mobilidade, protagonizou um espetáculo dantesco durante um encontro com a sociedade para debater possíveis alterações no trânsito de Icaraí.

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Logo na chegada, por volta de 19h20, cidadãos, representantes de entidades, jornalistas e até mesmo um vereador que atenderam à convocação da prefeitura, encontravam-se barrados por seguranças do Clube Central. Estes, alegavam superlotação do espaço e que estariam cumprindo ordens (mas não disseram de quem). Após discussões acaloradas e um princípio de tumulto, todos conseguiram entrar, inclusive acompanhados pelo Xerife do Trânsito de Niterói – Coronel Paulo Afonso Cunha, presidente da NitTrans – e sua trupe.

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Durante a apresentação do PLANO ICARAÍ feita pela Secretária Verena Andreatta e o sub-secretário Renato Barandier, ficou claro que tal projeto ignora o artigo primeiro do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) ao limitar o entendimento do trânsito aos modos motorizados:

“Considera-se trânsito a utilização das vias por pessoas, veículos e animais (…)”

Após a apresentação dos gestores, seguiu-se um debate desorganizado e de baixíssimo nível técnico, em que os principais temas eram: tráfego de coletivos, estacionamento, táxis x Uber e (pasmem!) a construção de novo túnel de 150m no coração de Icaraí, cuja principal justificativa é tratar-se de um “projeto de mais de 100 anos”.

PEDESTRES E CICLISTAS: ZERO!

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Ao contrário da questão do pedestre, o tema bicicleta somente surgiu após a fala de um representante do Pedal Sonoro e ainda fomos obrigados a escutar da Secretária Verena Andreatta um falso pedido de desculpas por “se esquecer” deste tema durante sua apresentação.

Também houve participações contundentes de moradores e acadêmicos, com críticas e perguntas sobre aspectos chaves do plano. Estas questões, como de praxe, não foram respondidas pelos representantes da prefeitura.

O Coronel Paulo Afonso Cunha, ao usar da palavra, fez média com os taxistas (ao contrário dos ciclistas, presentes em grande número) proferindo um rápido discurso anti-Uber, seguido de sua biografia como militar e ainda questões filosóficas absolutamente desconexas com o tema do encontro. Devido a duração de seus devaneios, sua palavra foi devidamente cassada pelos presentes com a ajuda da Verena. Num segundo momento, quando a secretária tentou passar a palavra novamente ao coronel/filósofo, este foi hostilizado e impedido de usar da palavra, para a alegria geral do encontro.

Por volta de 21h10, com diversas pessoas inscritas ainda por se manifestarem, o encontro foi sumariamente encerrado pela mestre de cerimônia (também autoridade máxima de Educação para o Trânsito em Niterói) Priscila Rocha da NitTrans. Esta atitude unilateral e desrespeitosa com os presentes desagradou a todos, gerando revolta em alguns participantes. Sim, o clima esquentou!

A situação ficou insustentável e beirou o ridículo quando a MC tentou passar a palavra ao secretario executivo e ex-vice-prefeito Axel Grael que acabara de chegar ao local. Imediatamente, diante de tal absurdo, a maioria das pessoas deixou o auditório. Até o momento, não sabemos se Axel falou, o que ele teria dito e, muito menos, se alguém o escutou.

A cada dia que passa fica mais claro que estas atividades promovidas pela Prefeitura de Niterói são verdadeiros engodos que têm como único objetivo mascarar o autoritarismo e a incompetência desta gestão, sugerindo diálogo e participação popular, a fim de validar suas políticas.