Vantagens da Bicicleta

A campanha BICICLETA NOS PLANOS é realizada pelas associações Bike Anjo e UCB – União de Ciclistas do Brasil, com apoio do Instituto Clima e Sociedade – ICS, e tem como objetivo orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais e decisores políticos para a INCLUSÃO DA BICICLETA, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção nos PLANOS DE MOBILIDADE URBANA.

 

Em Niterói, o coletivo Pedal Sonoro é o operador da campanha.

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para saber mais sobre a campanha: clique aqui

#01 A BICICLETA É UM MODO DE TRANSPORTE MUITO EFICIENTE

Até 5 quilômetros, a bicicleta é o modo de transporte mais rápido em uma cidade, além de flexível, uma vez que você pode parar em (quase) qualquer lugar sem atrapalhar quem está andando e se locomovendo pela cidade de outras formas e em outros modos de transporte ou a pé.

Você pode deixar sua bicicleta próxima de você ao parar em um local para tomar cafezinho, por exemplo. Já pensou nisso?

#02 BICICLETAS AJUDAM A REDUZIR ENGARRAFAMENTOS

Ruas e avenidas foram projetadas para receberem mais carros, mas o resultado, a cada ampliação viária, é sempre o mesmo: congestionamentos iguais e cada vez mais carros.

Ônibus, trens e metrôs são trocados, melhora-se a tecnologia, aumentam as linhas, porém, na hora do rush, o resultado é sempre o mesmo: pessoas espremidas, cansadas e precisando ir para algum lugar.

Um ciclo vicioso? Não para todos. Pessoas em bicicletas usam uma pequena fração do espaço urbano gasto pelos carros e se movem mais facilmente nos congestionamentos. Ou seja, mais gente andando de bicicleta, menos carros parados nos congestionamentos e mais fluidez para o transporte coletivo.

#03 A BICICLETA DÁ MAIS AUTONOMIA ÀS CRIANÇAS E JOVENS

Há muitos anos, crianças e jovens iam às escolas sozinhas, caminhando ou pedalando. Elas continuam querendo fazer isso, embora não o façam. A principal razão para é a discrepância entre o desejo das crianças (de ir de um jeito mais divertido e dinâmico para a aula) e a preocupação dos pais com relação à segurança dos pequenos.

Não por acaso – e não somente por isso – no Brasil, um a cada dois adultos está obeso e uma a cada cinco crianças também. Andar e pedalar para a escola é uma forma de adultos e crianças mudarem esse cenário nacional.

#04 A BICICLETA DEMANDA MENOS ESPAÇO URBANO

Nas cidades, o espaço urbano está sempre em disputa: alguém quer usá-lo de alguma forma, por meio da construção de algo.

Ruas e estacionamentos para carros têm um altíssimo custo financeiro para os municípios, estados e para a União e também ocupam enormes parcelas do espaço público.

Vias para passar bicicletas e pessoas a pé custam muito menos para serem implementadas, além de ocuparem um espaço público muito menor. Ou seja, com mais pessoas pedalando nas ruas, espaços que antes eram ruas e avenidas poderão ser transformados em praças, parques, escolas, postos de saúde e outras tantas funções de fato necessárias para a vida em uma cidade.

#05 INTERMODALIDADE

A depender da estrutura de sua cidade e do bairro onde você mora, a intermodalidade pode ser bastante interessante. Viabilizar a integração entre modos de deslocamento, como bicicleta e ônibus, é papel do Estado.

Aproveite o período eleitoral para pautar a ideia junto aos candidatos. Integrar o transporte coletivo ao uso da bicicleta é um ganho geral.

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#06 BICICLETAS SÃO MAIS SEGURAS

Uma pesquisa alemã de 2004 mostrou quais as chances que temos de sofrer um ferimento na cabeça em vários momentos. Vale ressaltar que, na Alemanha, a taxa de motorização (pessoas/carro) é superior ao Brasil, embora o % de uso da motocicleta seja superior aqui.

A saber:

48% andando de carro
26% praticando alguma atividade de lazer 13% andando de moto
9% trabalhando
2% cometendo um crime
1% pedalando
1% caminhando

Ou seja, andar de bicicleta é seguro. E pode ser mais e mais, desde que hajam políticas voltadas assegurar ainda mais o direito à cidade.

#07 MAIS BICICLETAS, MENOS ACIDENTES

Um estudo austríaco feito entre 1992 e 2004 mostrou que, enquanto houve aumento de 40% no tráfego de bicicleta, a quantidade de pessoas feridas por bicicleta por quilômetro pedalado diminuiu 40%. Ou seja, mais pessoas pedalando, menos colisões com bicicletas acontecerão. O mesmo foi constatado na Alemanha.

Você dirá: mas somente exemplos estrangeiros? Não. São Paulo, recentemente, vivenciou o mesmo processo e mostrou que, quanto mais pessoas pedalando, menos feridos andando de bicicleta acontecerá por bicicleta por quilômetro rodado.

Uma cidade ciclável é mais segura simplesmente porque tem mais pessoas pedalando.

#08 MAIS BICICLETAS, MAIS SAÚDE

Fato: Bicicleta é um modo de transporte limpo.

Estudos em todo o mundo, incluindo o Brasil, têm demonstrado que os combustíveis usados nos automóveis tem causado câncer de pulmão nos moradores das cidades, especialmente por conta das partículas advindas da combustão do diesel. Em vias engarrafadas, essas emissões aumentam ainda mais. Ou seja, você não precisa ser um fumante para correr risco de ter um câncer de pulmão.

Então, o que você pode fazer para minimizar esses riscos? Pedale! Caminhe! E mais pessoas andando a pé ou de bicicleta contigo, mais chance do ar da sua cidade se tornar menos poluído.

#09 MAIS BICICLETAS, MENOS BARULHO

Quanto mais gente pedalando e menos usando automóveis e motos, mais saudável estará a cidade no que diz respeito aos sons que nela são produzidos.

Hoje em dia, as emissões irregulares de ruídos e sons, que colaboram para a poluição sonora das nossas cidades, passou a ser um dos principais problemas dos centros urbanos,
em especial os ruídos que têm por fonte automóveis e motos. Quais são? Alguns exemplos: barulhos do motor, da aceleração, das frenagens, buzinas, alarmes e também os de som automotivo.

Estudos têm mostrado que a poluição sonora provoca malefícios à saúde humana, causando distúrbios físicos e mentais. Além disso, a própria emissão de ruídos ou sons gera perturbação à segurança viária (lembre-se do som de um engarrafamento!), ao sossego público (se recorde de quando você queria caminhar tranquilamente pela calçada!) e faz mal o meio ambiente (está lembrando do cheirinho da poluição?). Ou seja, a poluição sonora gera problemas tanto para a coletividade quanto para cada pessoa que vive nas cidades.

#10 MAIS BICICLETAS, MAIS ECONOMIA

O uso da bicicleta demanda poucos investimentos públicos, se compararmos com o que se gasta para tentar aumentar o fluxo dos automóveis nas cidades (avenidas, viadutos, pontes estaiadas, vias rápidas, trincheiras, etc) e a manutenção disso tudo, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

Além disso, o custo com o estacionamento de bicicletas
é, também, muito menos do que o para automóveis, seja pela quantidade de espaço necessária para a obra (ver Vantagem#4), seja pelo material que se utiliza em ambos os casos.

Quanto mais pessoas utilizando bicicleta em detrimento
do uso do automóvel, mais se economizará com recursos da gestão municipal, estadual e federal destinados à saúde pública, quer pelos benefícios à saúde de cada pessoa, evitando assim a necessidade de acessar um médico, quer pela economia de recursos que seriam gastos por conta da poluição gerada pelos automóveis e também pelas colisões, atropelamentos e mortes.

Em épocas onde há limitações de investimentos públicos, escolher a opção mais barata e com mais benefícios à vitalidade das cidades e à saúde das cidadãs e cidadãos parece uma escolha inteligente e sustentável.

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Clique aqui, para escutar!

Mobilidade Ativa segue negligenciada pela Prefeitura de Niterói

A consulta pública realizada pelo Pedal Sonoro entre os dias 27/07 e 03/08/2018 atestou o que já sabíamos: a prefeitura de Niterói segue negligenciando as propostas contidas na Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa, compromisso assumido pelo prefeito Rodrigo Neves durante a campanha eleitoral de 2016. A consulta tem como objetivo colaborar para o monitoramento dos compromissos assumidos por esta gestão.

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A pesquisa foi respondida por 120 niteroienses de todas as regiões da cidade. Dentre eles, 75% se declararam ciclistas e 25% pedestres.

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Todas as 10 propostas contidas na carta foram avaliadas como não cumpridas pela maioria dos cidadãos, com as respostas variando entre 56,7% e 86,7%.

Confira, abaixo, o resultado da pesquisa:

A consulta também abriu espaço para que as pessoas comentassem a respeito das políticas públicas implementadas pela gestão Rodrigo Neves voltadas para a promoção da mobilidade ativa em Niterói e as condições que enfrentam diariamente ao caminhar ou pedalar pela cidade.

As condições são precárias e lamentáveis. Pouquíssima infra estrutura, sem manutenção e segurança. Niterói é um cidade altamente ciclável (curtas distancias e relevo favorável). A implementação de infra-estrutura cicloviária, fiscalização efetiva e campanhas de educação são ações de baixo cisto e alto retorno, contribuindo para o minizar o trafego intenso e aumentando a qualidade de vida.

Falta segurança quando caminho a pé e principalmente de bicicleta. Faltam ciclovias e calçadas para os pedestres.

Falta ligação entre a Zona Norte e o Centro. Pedestres param na ciclofaixa da Amaral Peixoto e os carros não respeitam os ciclistas, falta manutenção na pintura das ciclovias.

O número de bicicletas claramente aumentou na cidade. Com medo de usar as ruas (por falta de infraestrutura, fiscalização e também por desconhecimento de seus direitos e deveres), ciclistas pedalam nas calçadas e na contramão, disputando o espaço (que já é pequeno, irregular e mal conservado) com o pedestre. Um sonho: poder atravessar a rua quando o sinal fecha, e não quando motoristas, motociclistas e ciclistas decidem que você pode atravessar.

Pedalo de Itaipu ao Centro de Niterói. Posso dizer que melhorou muito minha mobilidade com a pista do BHLS pronta, porém ela NÃO É A CICLOVIA que esperávamos, e assim que o BHLS funcionar, veremos a realidade de que FOMOS FEITOS DE OTÁRIOS. Aonde eles tentaram fazer ciclofaixas nos cruzamentos, fizeram errado, ou a ciclofaixa não se conecta com a rampa, ou está mais de 10 m dentro das ruas nos obrigando a ziguezaguear. Partes da Transoceânica é impossível usar a calçada devido a ser estreita e com postes no meio.

Em relação as condições, são péssimas e quanto às políticas, ”prefiro não comentar”.

Resumo afirmando que esta cidade não é amiga do ciclista. O fato de a sensação de segurança ser aparentemente melhor é porque somos cada vez mais e de certa forma ocupamos espaço.

Não me sinto segura para usar bicicleta na Região Oceânica e muito menos empurrar a cadeira de rodas com a minha mãe para pequenos trechos.

Agradecemos a todas e todas que responderam à consulta popular promovida pelo coletivo Pedal Sonoro, seguiremos na cobrança da implementação desta propostas que beneficiarão não apenas pedestres e ciclistas, mas toda a sociedade.

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Aproveitamos a oportunidade para reforçar a necessidade de pedestres e ciclistas responderem à consulta pública promovida pela Secretaria de Mobilidade e Urbanismo sobre o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável de Niterói.

Precisamos incidir e garantir as condições necessárias para promoção da mobilidade ativa na cidade através desta lei municipal. Conheça e participe da campanha Bicicleta Nos Planos!

Se possível, compartilhem este post em suas redes sociais.

Contamos com vocês!