Carta Aberta à PMN (2014)

Em 21 de Janeiro de 2014, durante uma das primeiras edições do Pedal Sonoro, foi entregue em mãos de Axel Grael, então vice prefeito e idealizador do programa Niterói de Bicicleta, a Carta Aberta à Prefeitura de Niterói.

Para acessar o vídeo clique aqui

O documento, elaborado coletivamente pelos ciclistas urbanos que começavam a se reorganizar, continha avaliações, críticas e sugestões para o aprimoramento do programa recém criado, objetivando melhorias na ciclomobilidade de nossa cidade.

Perguntamos: após 3 anos deste diálogo direto com o poder público, como estamos?

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Carta aberta à Prefeitura de Niterói

A/C do vice-prefeito Axel Grael

Na sociedade atual, é possível observar graves problemas na mobilidade urbana, marcados por congestionamentos, poluição e stress, fazendo com que as pessoas busquem alternativas de transporte que proporcionem maior mobilidade, melhores condições ambientais e de saúde.

Nesse contexto, a bicicleta surge como uma modalidade de transporte que é parte da solução desses problemas, para todos os cidadãos, inclusive os não ciclistas, sendo um veículo ágil e eficiente, pois ocupa pouquíssimo espaço, não polui, promove a sustentabilidade, a inclusão social, é econômica e facilmente integrada ao sistema de transporte coletivo.

A Política Nacional de Mobilidade Urbana/PMNU (Lei No 12.587/2012), em vigor desde 13 de abril de 2012, fortalece o poder público municipal para priorizar modos não motorizados e coletivos de transporte. Dessa forma, nós, que utilizamos nossas bicicletas diariamente na cidade de Niterói, como meio de transporte, esporte e lazer, gostaríamos de dar nossa contribuição para que o Poder Público Municipal possa implementar, aqui, as condições e a estrutura adequadas, a fim de que a bicicleta possa ser utilizada por mais cidadãos, construindo uma cidade com melhor mobilidade, e que todos – carros, pedestres e ciclistas – possam conviver em harmonia e segurança.

Seguem, abaixo, questões críticas, e algumas reivindicações dos usuários de bicicletas em Niterói, que devem ser pensadas e implementadas, para que esta se torne a Cidade da Bicicleta.

Malha Cicloviária: Ciclovia e ciclofaixa não bastam; é preciso haver integração. Temos, ao longo da cidade, diversos exemplos de traçados de ciclofaixas que seguem de nenhum lugar para lugar nenhum, ou que simplesmente acabam de uma hora para a outra. É necessário realizar esse estudo e definir o que vale a pena dar proseguimento e o que nunca deveria ter sido feito, para que, num segundo momento, possam ser implementadas as melhorias de forma definitiva. O planejamento da Malha Cicloviária, mesmo que não executado imediatamente, deve interligar todos os bairros da cidade.

Ciclovias/ciclofaixas: Na fase de conscientização atual da sociedade, acreditamos que a separação física destes espaços é urgente, pois é a melhor garantia de segurança para o ciclista. As experiências com ciclofaixas em Niterói não foram positivas e ainda não temos uma ciclovia devidamente implantada. Ressaltamos que a ciclovia deve ser sempre a prioridade, cabendo à ciclofaixa ser a exceção, ou seja, somente em locais em que a outra se mostrar totalmente inviável.

Sinalização: Carecemos, ainda, de sinalização adequada, tanto para o fluxo de pedestres e motoristas, como para o dos próprios ciclistas, devendo ser esta sinalização concomitante à implementação da ciclovia/ciclofaixa. É imprescindível a adequada informação a todos os cidadãos, para que tenham consciência de suas ações no tráfego de nossa cidade. Passamos, em Niterói, por graves problemas nas ciclofaixas, que são utilizadas como estacionamento, parada de veículos e passeio para pedestres. Agentes de trânsito devem ser instruídos a educar a população e a realizar uma fiscalização constante, até que todos entendam e respeitem as leis vigentes.

Fiscalização: Nenhuma mudança significativa no trânsito acontece sem que haja uma eficiente fiscalização. No momento, em Niterói, ela tem acontecido de forma esporádica e deficiente. É preciso definir de quem é a responsabilidade de fiscalizar as ciclovias, se é da NitTrans, da Guarda Municipal ou de ambas. Torna-se importante também estabelecer um canal de comunicação com esses órgãos e, se possível, uma central de denúncias com pronto atendimento. Acreditamos que para funcionar de maneira eficaz, os agentes responsáveis pelas ciclovias/ciclofaixas, ou parte deles, devessem utilizar como meio de transporte no trabalho a bicicleta, para que possam vivenciar os problemas e benefícios enfrentados diariamente por nós, ciclistas. Dentro deste ponto, gostaríamos de salientar o constante problema que temos passado na recém-inaugurada ciclofaixa da Av. Ernani do Amaral Peixoto: toda noite, a empresa que realiza a coleta de lixo utiliza a ciclofaixa como depósito, atrapalhando, e pondo em risco a circulação de ciclistas pelo local.

Campanhas: Niterói precisa de campanhas de conscientização referentes à mobilidade urbana e às leis vigente no Código de Trânsito Brasileiro, direcionadas a todas as partes envolvidas: motoristas profissionais (ônibus e táxis), motoristas em geral, pedestres, ciclistas e agentes públicos. Tais campanhas devem se utilizar das mais variadas formas de mídia, desde outdoor, faixas, adesivos, cartazes, informativos em jornais da cidade, passando por panfletagem, ações de conscientização e realização de eventos. Niterói conta com uma belíssima orla, direcionada a diversas atividades de lazer de seus habitantes. Em época de preparação para eventos festivos do nosso Estado, nada melhor do que utilizá-la como uma cidade que busca ser exemplo na promoção de um desenvolvimento sustentável (considerada a 7a cidade no estado do RJ com melhor qualidade de vida pelo IDH-Brasil). Dessa forma, uma malha cicloviária que interligue a orla é a campanha ideal de uma cidade que se reconhece como sustentável. Um mote ou slogan poderia ajudar e, desde já, sugerimos: “Niterói – Cidade da Bicicleta”.

Bicicletários: A instalação de bicicletários em pontos estratégicos da cidade é também importante para incentivar o uso da bicicleta, assim como para organizar o espaço público.

Por fim, acreditamos que todas essas questões são básicas para o funcionamento correto de nossas ciclofaixas/ciclovias, devendo ser pensadas e desenvolvidas concomitantemente. Dessa forma, pedimos que nenhum novo traçado seja pintado nas ruas da cidade, sem que antes se atenda a boa parte dessas reivindicações.

Estamos à disposição para nos reunirmos e ajudarmos nesse processo, que é complexo, mas de grande importância para a mobilidade urbana de Niterói, que já sofre bastante com o trânsito. Bicicletas na rua representam menos carros; logo, teremos um tráfego fluindo melhor e a melhoria da qualidade de vida para TODOS. Com o planejamento adequado, uma efetiva malha cicloviária certamente será um grande sucesso para a cidade.

Ciclistas da Cidade de Niterói / Pedal Sonoro em 21/01/2014

O que será da Rua São Lourenço?

É com muita preocupação que o Pedal Sonoro, assim como as entidades que participam da campanha Bicicleta nas Eleições em Niterói, acompanham a recente e, aparentemente, inacabada intervenção viária na Rua São Lourenço. Esta importante conexão entre a Zona Norte e a Zona Sul / centro da cidade, representa um exemplo incontestável de como o poder público municipal trata os cidadãos que optaram pela mobilidade ativa.

A calçadas estreitas e com péssima pavimentação, muitas vezes obstruídas devido à postes mal instalados e estacionamento irregular refletem o completo descumprimento da legislação federal, expondo os pedestres a riscos absolutamente desnecessários.

Para quem utiliza a bicicleta como meio de transporte, a situação também é crítica! A ciclofaixa implantada em 2012, também conhecida como “ciclofaixa do descaso“, na verdade, limita-se a uma faixa pintada no chão. Não possui sinalização alguma ou elementos segregadores, apesar de prometidos “para o dia seguinte” pelo próprio prefeito Rodrigo Neves durante uma reunião com ciclistas em março/2015. Os usuários ainda sofrem com obstruções, presença de pedestres devido às péssimas calçadas, estacionamento irregular e a invasão de motoristas no espaço exclusivo dos ciclistas, muitas vezes em altas velocidades.

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A Carta Compromisso, assinada pelo prefeito reeleito Rodrigo Neves durante sua campanha eleitoral, traz dez propostas para promover os modos ativos e aumentar a segurança das pessoas. Confira, abaixo, uma destas propostas:

Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas.

De acordo com este compromisso assumido pela atual gestão, esta intervenção deveria representar uma oportunidade para se requalificar as estruturas destinadas a pedestres e ciclistas, ampliando e melhorando as calçadas, a estrutura cicloviária e a sinalização.

No entanto, após um novo recapeamento asfáltico em novembro, nenhuma atenção foi dada às calçadas, a via segue praticamente sem sinalização (faixas de rolamento, faixas de pedestres, etc) e o novo traçado/pintura da ciclofaixa apresenta um considerável estreitamento em relação à estrutura anterior.

Será que a Prefeitura de Niterói seguirá tratando os pedestres e ciclistas com o descaso habitual ou saberá aproveitar as oportunidades e cumprir os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral?

O tempo vai dizer!

 

 

 

 

Rodrigo Neves e a Mobilidade Ativa

Parabenizamos a candidatura vencedora que reelegeu o prefeito Rodrigo Neves (PV) e desejamos que, desta vez, os compromissos assumidos junto aos ciclistas de Niterói sejam efetivamente cumpridos.

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A campanha Bicicleta nas Eleições, promovida pela União de Ciclistas do Brasil e realizada em Niterói pelo Pedal Sonoro com o apoio de diversos parceiros, promoveu no dia 11/09/2016 uma BICICLETADA que contou com a presença dos 4 candidatos à Prefeitura de Niterói.

Durante a atividade, todos os candidatos assinaram a Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa, contendo 10 propostas elaboradas pelos ciclistas e sociedade civil.

Agora, após a definição do processo eleitoral, cabe lembrar ao prefeito Rodrigo Neves o conjunto de propostas que deverão ser implementadas pela sua gestão a fim de garantir e promover a mobilidade ativa em nossa cidade:

1) Cumprir as determinações do PNMU (Lei 12.587/2012), Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) e Estatuto da Bicicleta (Lei Municipal 2832/2011), concedendo prioridade ao transporte coletivo, à mobilidade ativa e integração intermodal;

2) Ajustar, concluir e executar, de maneira gradual, o Plano Cicloviário de Niterói elaborado pela empresa TC Urbes, assegurando a participação dos usuários e a transparência do processo. Definir um cronograma para sua implantação e para o cumprimento dos prazos estabelecidos;

3) Destinar orçamento específico e progressivo para a ciclomobilidade;

4) Criar o “Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade” para estabelecer mecanismos efetivos de diálogo sobre programas, projetos e ações de interesse dos ciclistas e pedestres, garantindo a participação da sociedade civil, assim como de organizações e coletivos, ainda que não formalizados;

5) Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;

6) Realizar, periodicamente, em todas as regiões da cidade, campanhas de educação / conscientização para o trânsito, direcionadas a motoristas (profissionais ou não), ciclistas e pedestres, informando objetivamente seus direitos e deveres. Elaborar campanhas voltadas para a sociedade, esclarecendo os ganhos sociais proporcionados pela mobilidade ativa;

7) Adotar as medidas necessárias para “acalmar” o trânsito, como a redução de velocidade máxima das vias de acordo com a OMS, implantação de “zonas 30”, instalação de rotatórias, de faixas de pedestre elevadas, de sinalização etc. Na engenharia e operação do trânsito, dar prioridade absoluta à preservação da vida;

8) Implantar, com urgência, a conexão cicloviária Zona Sul – Centro – Zona Norte (Avenidas Marquês de Paraná – Jansen de Melo), por meio de estrutura segregada do trânsito de veículos motorizados;

9) Criar as condições para que se realize fiscalização eficiente, utilizando-se das tecnologias disponíveis. Ampliar a participação da Guarda Municipal na fiscalização do trânsito;

10) Adotar a promoção da mobilidade ativa como um projeto de governo, transversal, que envolva a estrutura municipal como um todo (secretarias, empresas públicas, fundações etc), a fim de garantir os recursos financeiros, técnicos e políticos para sua efetivação.

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Assinatura de Rodrigo Neves

Pedal Sonoro, Associação dos Docentes da UFF (ADUFF), Bike Anjo Niterói, Conselho Comunitário da Orla da Baía de Niterói (CCOB), Ecoando – Ecologia e Caminhadas, Instituto de Arquitetos do Brasil / NLM, Mobilidade Niterói, Niterói Para Pessoas, Observatório da Região Oceânica e Ponto Org

Novo prefeito deve promover a Mobilidade Ativa em Niterói

A campanha Bicicleta nas Eleições, promovida pela União de Ciclistas do Brasil e realizada pelo Pedal Sonoro em Niterói, promoveu no dia 11/09/2016 uma BICICLETADA que contou com a presença dos 4 candidatos à Prefeitura de Niterói.

Durante a atividade, todos os candidatos assinaram a Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa, contendo 10 propostas elaboradas pelos ciclistas e sociedade civil.

Já superamos o primeiro turno das eleições e agora nos aproximamos da definição deste processo eleitoral.

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Independente de quem seja eleito o novo prefeito de Niterói, uma coisa é certa: Rodrigo Neves e Felipe Peixoto devem honrar suas ações de campanha e colocar em prática este compromisso assumido junto à sociedade.

Conheça algumas das propostas contidas no documento, que têm por objetivo promover a mobilidade ativa em nossa cidade:

Realizar, periodicamente, em todas as regiões da cidade, campanhas de educação / conscientização para o trânsito, direcionadas a motoristas (profissionais ou não), ciclistas e pedestres, informando objetivamente seus direitos e deveres. Elaborar campanhas voltadas para a sociedade, esclarecendo os ganhos sociais proporcionados pela mobilidade ativa;

Implantar, com urgência, a conexão cicloviária Zona Sul – Centro – Zona Norte (Avenidas Marquês de Paraná – Jansen de Melo), por meio de estrutura segregada do trânsito de veículos motorizados;

Criar as condições para que se realize fiscalização eficiente, utilizando-se das tecnologias disponíveis. Ampliar a participação da Guarda Municipal na fiscalização do trânsito.

Carta Compromisso | Niterói 2016

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Conheça, na íntegra, a Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa que será apresentada e assinada (assim esperamos!) pelos candidato(s) à Prefeitura de Niterói durante uma bicicletada, neste domingo (11/09):

CARTA COMPROMISSO PELA MOBILIDADE ATIVA | EXECUTIVO 

O prefeito ou prefeita que assumir a Prefeitura de Niterói em 2017 estará no comando de uma cidade com graves problemas de mobilidade urbana, que causam prejuízos diversos (na economia, saúde, no meio ambiente etc) e comprometem a qualidade de vida da população.

A utilização da bicicleta como meio de transporte é uma realidade em importantes cidades ao redor do mundo: Nova Iorque, Paris e Bogotá são apenas alguns exemplos. Técnicos, gestores e urbanistas recomendam a inclusão definitiva deste modal nas políticas urbanas.

Desde 2012, está em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) que determina a “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado”, indicando aos gestores públicos uma linha de ação. Em nossa cidade, as políticas de transporte e urbanismo não atendem às demandas de ciclistas e pedestres, bem como dos passageiros de coletivos, expondo-os a riscos e constrangimentos cotidianos.

Niterói é uma cidade plana e com curtas distâncias que podem ser facilmente percorridas de bicicleta, por qualquer perfil de usuário, ou mesmo a pé. Pesquisas constataram um aumento de 24% nas viagens de ciclistas em relação a 2015 e 94% dos entrevistados não ciclistas utilizariam a bicicleta como meio de transporte.

Esse cenário é extremamente favorável para o incremento da mobilidade ativa que, dentre muitos benefícios, contribui para a melhoria do trânsito, da segurança pública, saúde e do comércio local, impactando positivamente na qualidade de vida das pessoas.

Quem quer que seja eleito(a) para comandar nossa cidade deve aproveitar essa oportunidade histórica e inverter a lógica atual, baseada no transporte individual motorizado, para uma que aponte para o futuro, aprimorando o transporte público e criando as condições favoráveis para a adoção dos modos ativos.

Temos certeza de que, se este compromisso for assumido e colocado em prática pela próxima gestão, todos sairemos ganhando: pedestres, pessoas com mobilidade reduzida, crianças, idosos, ciclistas, usuários do transporte público, comerciantes locais e motoristas.

 

Apresentamos, abaixo, um conjunto de propostas que deverão nortear as políticas do(a) futuro(a) prefeito(a), a fim de transformar o modelo de mobilidade urbana em Niterói:

1) Cumprir as determinações do PNMU (Lei 12.587/2012), Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) e Estatuto da Bicicleta (Lei Municipal 2832/2011), concedendo prioridade ao transporte coletivo, à mobilidade ativa e integração intermodal;

2) Ajustar, concluir e executar, de maneira gradual, o Plano Cicloviário de Niterói elaborado pela empresa TC Urbes, assegurando a participação dos usuários e a transparência do processo. Definir um cronograma para sua implantação e para o cumprimento dos prazos estabelecidos;

3) Destinar orçamento específico e progressivo para a ciclomobilidade;

4) Criar o “Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade” para estabelecer mecanismos efetivos de diálogo sobre programas, projetos e ações de interesse dos ciclistas e pedestres, garantindo a participação da sociedade civil, assim como de organizações e coletivos, ainda que não formalizados;

5) Construir novas infraestruturas e aprimorar as existentes, essenciais para o deslocamento de pedestres e ciclistas (malha cicloviária, sinalização, faixas de pedestre, calçadas etc). Valer-se das intervenções urbanas e viárias, periódicas ou não, para a inclusão dessas estruturas, de forma a aumentar a segurança das pessoas;

6) Realizar, periodicamente, em todas as regiões da cidade, campanhas de educação / conscientização para o trânsito, direcionadas a motoristas (profissionais ou não), ciclistas e pedestres, informando objetivamente seus direitos e deveres. Elaborar campanhas voltadas para a sociedade, esclarecendo os ganhos sociais proporcionados pela mobilidade ativa;

7) Adotar as medidas necessárias para “acalmar” o trânsito, como a redução de velocidade máxima das vias de acordo com a OMS, implantação de “zonas 30”, instalação de rotatórias, de faixas de pedestre elevadas, de sinalização etc. Na engenharia e operação do trânsito, dar prioridade absoluta à preservação da vida;

8) Implantar, com urgência, a conexão cicloviária Zona Sul – Centro – Zona Norte (Avenidas Marquês de Paraná – Jansen de Melo), por meio de estrutura segregada do trânsito de veículos motorizados;

9) Criar as condições para que se realize fiscalização eficiente, utilizando-se das tecnologias disponíveis. Ampliar a participação da Guarda Municipal na fiscalização do trânsito;

10) Adotar a promoção da mobilidade ativa como um projeto de governo, transversal, que envolva a estrutura municipal como um todo (secretarias, empresas públicas, fundações etc), a fim de garantir os recursos financeiros, técnicos e políticos para sua efetivação.

Pedal Sonoro, Associação dos Docentes da UFF (ADUFF), Bike Anjo Niterói, Conselho Comunitário da Orla da Baía de Niterói (CCOB), Ecoando – Ecologia e Caminhadas, Instituto de Arquitetos do Brasil / NLM, Mobilidade Niterói, Niterói Para Pessoas, Observatório da Região Oceânica e Ponto Org

 

Eu, ______________________________________________, candidato(a) ao cargo de prefeito(a) de Niterói pelo partido _______, afirmo que, caso seja eleito(a), cumprirei os itens acima, a fim de garantir e promover a mobilidade ativa em Niterói.

 

 

 

Candidatos a vereadores assumem compromisso pela Mobilidade Ativa

A campanha Bicicleta nas Eleições / Niterói 2016 realizou, no último sábado (27/08), um encontro com candidatos a vereadores em Niterói.

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A atividade aconteceu no Museu do Ingá e reuniu cerca de 90 pessoas, dentre elas, 26 candidatos e candidatas.

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Após uma apresentação que abordou questões ligadas à Mobilidade Ativa, elaborada pelo Pedal Sonoro, Mobilidade Niterói, Massa Crítica e Bike Anjo Niterói,  os CANDIDATOS e o PÚBLICO presentes puderam trocar experiências e debater o tema.

Ao final do encontro, todos os 26 candidatos e candidatas assumiram o Compromisso Legislativo pela Mobilidade Ativa:

Eu (…) candidato(a) a vereador no município de Niterói, pelo partido (…), caso eleito(a), me comprometo a propor e a apoiar PROJETOS DE LEI, assim como quaisquer INICIATIVAS LEGISLATIVAS, ainda que propostas por outros vereadores,
 que tenham como objetivo a promoção da MOBILIDADE ATIVA
 e a melhoria da SEGURANÇA VIÁRIA em nossa cidade.”

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Agora, saiba quem assumiu este compromisso:

Ana Lúcia (PT), Ary Girota  (PSOL), Bruno Lobato (PSB), Carla Adriana Maggioni (REDE), Cibele Mariano  (PT), Daniel Marques (PV), Débora Oliveira (PSB), Ester Neves Ladislau (PT), Gregório Jório (REDE), Henrique Vieira (PSOL), Jonathan Anjos (PSB), José Albuquerque (PT), Leonardo Giordano (PCdoB), Marcão do Coco (PSOL), Marcelo Moreira (PSB), Marllon Jacob (PTC), Paulo Eduardo Gomes (PSOL), Professor Luciano Paez (PV), Professor Túlio (PSOL), Railane Borges (PPS), Renatinho (PSOL), Salete Peres (PV), Sandro Araújo (PPS), Talíria Petrone (PSOL), Vania Martini (PPS) e Vinícius Moço (PSB).

imagens: Mobilidade Niterói

Em tempo: você é candidato ou candidata a vereador, não pôde participar do encontro, mas deseja assumir o Compromisso Legislativo pela Mobilidade Ativa? Entre em contato!

 

4 vantagens da bicicleta

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A BICICLETA oferece diversas vantagens não só para quem a utiliza, mas também para as cidades. Confira abaixo!

Vantagem da Bicicleta #1: A BICICLETA é muito eficiente nas cidades

Até 5 quilômetros, a bicicleta é o modo de transporte mais rápido em uma cidade, além de ser flexível, uma vez que você pode parar em (quase) qualquer lugar sem atrapalhar quem está andando e se locomovendo pela cidade de outras formas e em outros modos de transporte ou a pé.

Você pode deixar sua bicicleta próxima de você ao parar em um local para tomar cafézinho, por exemplo. Já pensou nisso?

Vantagem da Bicicleta #2: A BICICLETA reduz engarrafamentos

Hora do rush: motoristas impacientes e frustrados, usuários de ônibus presos no engarrafamento e desconfortáveis, pedestres sofrendo com carros parados em todos os lugares. Todo mundo precisando chegar a algum lugar. No horário!

Ruas e avenidas foram projetadas para receberem mais carros, mas o resultado, a cada ampliação viária, é sempre o mesmo: congestionamentos cada vez maiores.

Ônibus, trens e metrôs são substituídos, melhora-se a tecnologia, aumentam as linhas, mas na hora do rush o resultado é sempre o mesmo: pessoas espremidas, cansadas e precisando ir para algum lugar.

Um ciclo vicioso? Não para todos!

Pessoas em bicicletas usam uma pequena fração do espaço urbano gasto pelos carros e se movem mais facilmente nos congestionamentos. Ou seja, mais gente andando de bicicleta, menos carros parados nos congestionamentos e mais fluidez para o transporte coletivo.

Vantagem da Bicicleta #3: a BICICLETA dá autonomia às crianças e jovens 

Quem não gosta de traçar o próprio caminho e/ou fazê-lo com o próprio corpo, no tempo e velocidade que quiser? As crianças e jovens também gostam! Isso é parte do que chama-se de autonomia.

Há muitos anos, crianças e jovens iam ás escolas sozinhas, caminhando ou pedalando, mas elas continuam querendo fazer isso, embora não o façam. A principal razão para isso é a discrepância entre o desejo das crianças (de ir de um jeito mais divertido e dinâmico para a aula) e o desejo dos pais com relação á segurança das crianças.

Não por acaso e não somente por isso, no Brasil, um a cada dois adultos está obesa e uma a cada cinco crianças também. Andar e pedalar para a escola é uma forma de adultos e crianças mudarem esse cenário nacional.

Vantagem da Bicicleta #4: a BICICLETA democratiza o espaço urbano

Nas cidades, o espaço urbano está sempre em disputa: alguém quer usá-lo de alguma forma, por meio da construção de algo.

Ruas e estacionamentos para carros têm um altíssimo custo financeiro para os municípios, estados e para a União e também ocupam enormes parcelas do espaço público.

Vias para passar bicicletas e pessoas a pé custam muito menos para serem implementadas, além de ocuparem um espaço público muito menor. Ou seja, com mais pessoas pedalando nas ruas, espaços que antes eram ruas e avenidas poderão ser transformados em praças, parques, escolas, postos de saúde e outras tantas funções de fato necessárias para a vida em uma cidade.

Queremos saber: quais vantagens a bicicleta tem na sua vida!

Clique aqui para mais informações a respeito da campanha Bicicleta nas Eleições, uma realização da União de Ciclistas do Brasil (UCB).