PESQUISA / Bicicletários em Niterói

Para além das campanhas de educação, fiscalização eficiente e infraestruturas cicloviárias que cobramos desde 2014, os bicicletários em estabelecimentos comerciais são fundamentais para quem utiliza a bicicleta na cidade.

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Existem leis municipais e estaduais a fim de garantir esse direito, mas como tantas outras, muitos estabelecimentos a ignoram e o poder público municipal parece não se importar:

“Fica obrigatória a destinação de área exclusiva para o estacionamento de acesso público de bicicletas nos estacionamentos de edificações destinadas a shopping centers, hipermercados e universidades.” [Lei Municipal 2.499, de 06/12/2007]

“Devem ser equipados com pontos de estacionamento de bicicletas os supermercados, escolas, clubes, templos religiosos e demais edificações comerciais de médio ou grande porte.” [Lei Municipal 2.832, de 11/05/2011]

“Os terminais e estações de transferência, os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos, como parte da infraestrutura de apoio a esse modal de transporte.” [Lei Estadual 7.105, de 16/11/2015]

Pedal Sonoro e o Mobilidade Niteroi desejam mapear estes estabelecimentos para cobrarmos do poder público o cumprimento da legislaçãoContamos com a sua colaboração!

Pedal Sonoro | The Smiths / Cure

Neste sábado (12/08), o Pedal Sonoro invade a rebeldia melancólica dos anos 80 e une as duas bandas mais aclamadas do pós-punk britânico.

273-cover-tease-no-type-smiths-770.jpgThe Smiths: considerada pelos críticos a banda de rock alternativo mais importante dos anos 80.

rs-245886-RS-The-Cure.jpgThe Cure: seus cds são um verdadeiro manifesto pra toda uma geração que clamava, e ainda clama, por contraversão.

Morrissey e Roberth Smith vão levar à cidade sorriso toda diversão de uma década permeada por filmes estranhos, cortes de cabelos questionáveis e, claro, as inesquecíveis músicas que permanecem pra sempre em nossos corações nostálgicos.

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Para embalar a pedalada, não vão faltar clássicos como Just Like a Heaven, Friday I’m in Love, This Charming Man, Bigmouth Strikes Again, Ask, Boys Don‘t Cry, In Between Days e muito mais!

SÁBADO (12/08) | CONCENTRAÇÃO 17H / SAÍDA 18H
CICLOPONTO ICARAÍ [Calçadão da Praia, em frente à Reitoria/UFF]

para acessar o evento no facebook, clique AQUI

Plano Diretor de Niterói

Não é fácil gerenciar uma cidade, saber dos desafios e das soluções que cabe às autoridades. Por isso, existe o Plano Diretor que nada mais é que um “manual” para gerir as cidades.

O Plano Diretor deve ser elaborado com a participação de toda a sociedade. Geralmente a participação social acontece através de audiências públicas e, em Niterói, este processo já começou.

O plano organiza o crescimento e o funcionamento do município. No Plano Diretor está a cidade que queremos, ele projeta o futuro da cidade de acordo com o que decidimos, incluindo questões relacionadas à mobilidade urbana.

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Hierarquia de prioridades / PMNU

O planejamento da mobilidade urbana deve estar em acordo com o Plano Diretor do Município conforme as diretrizes do Plano Nacional de Mobilidade Urbana / PNMU que garantem a prioridade dos modos ativos de transporte sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado e a integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

O PNMU também busca consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

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Plano Diretor pode ser definido como um conjunto de princípios e regras orientadoras da ação dos agentes que constroem e utilizam o espaço urbano. (BRASIL, 2002, p.40)

Portanto, o Plano Diretor é de inteira importância para o gerenciamento de uma cidade, pois é com ele que as autoridades definirão os rumos. Por isso a sua participação neste processo é fundamental!

fontes: Portal Eu Gestor |  Bicicleta nos Planos

 

PRÓXIMAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS (18h):

14/ago | Icaraí, Ingá, Santa Rosa, Jardim Icaraí e Vital Brazil / Ginásio do Caio Martins

21/ago | Charitas, São Francisco e Jurujuba / Paróquia São Francisco Xavier

28/ago | Várzea das Moças, Rio do Ouro e Muriqui / CIEP Djanira

04/set | Badu, Matapaca, Pendotiba e Vila Progresso / C. E. Emiliano Di Cavalcanti

11/set | Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato, Santo Antônio, Maravista e Serra Grande / Colégio Estadual Alcina Rodrigues Lima

18/set | Sapê, Largo da Batalha e Maceió / Escola Municipal Levi Carneiro

25/set |Piratininga, Cafubá, Camboinhas e Jacaré / Colégio Itapuca

02/out | Câmara Municipal de Niterói

Plano de Mobilidade Urbana / Niterói

O que é?

O Plano de Mobilidade Urbana (PMU) é o instrumento de planejamento e gestão da mobilidade de um município. Ele trata de pensar, desenvolver e propor como se darão os deslocamentos de pessoas e bens em uma cidade, integrado a planos de outras políticas temáticas e que têm relação com a mobilidade urbana, como uso do solo, moradia, mudanças climáticas, energia, etc.

De acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU – Lei 12.587/2012, os municípios brasileiros que têm mais de 20 mil habitantes deveriam ter elaborado esse Plano até abril de 2018, impossibilitando inclusive de receberem verbas federais destinadas à mobilidade urbana.

Niterói

Em fevereiro de 2016, a Prefeitura de Niterói lançou o PMU durante uma solenidade que contou com a presença de membros do primeiro escalão do governo e representantes das instituições ITDP – Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento e da WRI – World Recources Institute.

Na ocasião, foi informado que haveria audiências públicas sobre o tema e que a participação da população estaria assegurada neste processo.

No mês de março, o município de Niterói recebeu US$ 100 mil do Banco de Desenvolvimento da América Latina, para elaboração do PMUS e uma empresa indicada pelo banco deveria realizar uma consultoria técnica do projeto, cuja meta principal é priorizar o transporte coletivo e o não motorizado.

Segundo o blog do secretário executivo Axel Grael: “o PMU integra os planejamentos de mobilidade existentes com as novas ações em curso, como dentre outras a TransOceânica, o Programa Niterói de Bicicleta, o projeto do VLT, o sistema de mobilidade previsto no PUR para a Região de Pendotiba e o Centro de Controle Operacional de Trânsito de Niterói (CCO).”

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A Ciclomobilidade no PMU

Dentro do PMU, a bicicleta deve ser considerada como prioridade, junto com outros transportes ativos, sobre os transportes motorizados (PNMU art. 6, II). Além disso, ela é uma ótima forma de melhorar a saúde da população, diminuindo gastos com saúde pública, contribuir com a redução da poluição do ar e sonora, além de não emitir gases de efeito estufa, economizar recursos e estimular a economia local, bem como reduzir os engarrafamentos, resultando em menos stress e menos tempo perdido no trânsito, aumentando a produtividade e a geração de renda na cidade.

“Nos candidatamos a essa concorrência, pois o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) representa a última diretriz a ser colocada em prática, dentro dos instrumentos de gestão. Niterói possui inúmeros projetos direcionados à mobilidade, no entanto, é preciso integrar as estratégias ao plano cicloviário e aos veículos não motorizados. Por isso, iremos incentivar o uso desses meios de transporte, oferecendo estrutura e alternativas de locomoção, por meio de diagnósticos inteligentes que serão coletados na pesquisa de campo”, palavras do subsecretário de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Renato Barandier.

Anda de acordo com o blog de Axel Grael: “o programa inclui também a construção de 57 quilômetros de malha cicloviária, 100 bicicletários abertos e dois cobertos completos, cada um com capacidade para 200 bicicletas.”

 

Fontes:

Bicicleta nos Planos

Blog do Axel Grael

Jornal O Fluminense

Mobilidade Niterói

Pedal Sonoro | I Love XV

Foi com alguma surpresa e muita satisfação que recebemos o convite do ColetivoXV para participarmos da atividade I Love XV neste domingo (30/07/17), colaborando na sonorização móvel da skateata.

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Acreditamos que esta seja uma excelente oportunidade de aproximação para que, num futuro próximo, possamos juntos – ciclistas e skatistas – desenvolvermos uma agenda em comum relacionada à MOBILIDADE ATIVA.

Precisamos superar nossas pequenas diferenças e avançar nas propostas comuns para construirmos cidades mais humanas em que possamos circular em segurança.

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Convocamos a todas e todos para o I Love XV, neste domingo, a partir das 10h, no Boulevard Olímpico / AquaRio!

Um dia inteiro de Skate, Música, Arte e Ativismo. Uma iniciativa independente do Coletivo XV, responsável pela legalização do Skate na Praça XV e afirmação dele como atividade cultural em nossa cidade caótica e maravilhosa.

Se a Praça é do Povo, a XV é do Skate! (e por que não das bicicletas?)

Pedal Sonoro | Carpe Diem (23/07/17)

Participe de nossa edição especial neste domingo (23): Pedal Sonoro Carpe Diem!

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Bicicletada musical ao som de músicas para começarmos muito bem o dia.

Concentração 9h / saída 10h
Cicloponto Icaraí [calçadão da praia, em frente à Reitoria/UFF]

Clique aqui para acessar o evento no facebook.

Confira, no video abaixo, como foi a nossa edição Carpe Diem em 24/08/14:

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES:

1) Durante a bicicletada, observe e mantenha-se dentro do perímetro estabelecido pela equipe de apoio. Evite pedalar muito à frente ou muito atrás do pelotão. Respeite os limites das faixas de rolamento dos carros quando houver orientação;

2) Jamais pedale sobre as calçadas, ela é EXCLUSIVA dos pedestres;

3) Não pedale fazendo manobras, tirando fotos ou bebendo. Isso pode ocasionar um esbarrão em outros ciclistas, causando acidentes;

4) Durante o passeio, evite que se criem grandes espaços entre as bicicletas (buracos). Ao pedalarmos em um grupo compacto, evitamos que motos e carros consigam entrar no meio pelotão, colocando nossa segurança em risco;

5) Se você colaborar na formação de “rolhas”, procure ser simpáticx com xs motoristas;

6) A fim de evitarmos paradas desnecessárias, verifique as condições de sua bicicleta e, caso seja necessário, leve-a a um cicle da cidade;

7) Não recomendamos que crianças menores de 10 anos e/ou ainda sem domínio da bicicleta participem pedalando. Contamos com a colaboração do pais / responsáveis.

Uma excelente pedalada a todas e todos!

 

Rodrigo Neves e as promessas de campanha #1 (2012)

Por ocasião da campanha eleitoral de 2012, o então candidato à Prefeitura de Niterói Rodrigo Neves (PT) e seu vice Axel Grael (PV) produziram um belo material com diversas promessas voltadas para a promoção da ciclomobilidade em Niterói.

Acesse o material de campanha, clicando aqui!

Após todo um mandato (4 anos) e mais de 6 meses após reeleito, analisamos quais promessas de campanha foram cumpridas, ainda que parcialmente.

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INFRA ESTRUTURA

Implantar uma malha de ciclovias planejada para atender às vocações e necessidades e respeitar as limitações de cada região da cidade.

Somente em abril de 2014, após 1 ano e 4 meses de governo, uma empresa (TCUrbes) foi contratada pelo valor de R$120mil para iniciar os estudos do Plano Cicloviário de Niterói. Após diversos encontros participativos promovidos pelo programa Niterói de Bicicleta até 2015, em que a população e os ciclistas puderam opinar sobre o tema, ainda não existe um projeto executivo para a implantação do plano.

Com Rodrigo Neves, Niterói terá uma malha de ciclovias inteligente e interligada, com traçado eficiente e normas de segurança internacionais.

As poucas estruturas cicloviárias da cidade não atendem sequer à legislação brasileira. De modo geral a execução das obras pela NitTrans é muito ruim (às vezes contrariando o que foi determinado pelo próprio programa Niterói de Bicicleta), a conservação é péssima (ex: não reposição de segregadores danificados, traçados apagados, etc), falta sinalização horizontal e vertical para motoristas, ciclistas e pedestres e, isto tudo, aliado à ausência de campanhas de educação de e para o transito e fiscalização eficiente oferecem grandes riscos à segurança de ciclistas.

Interligar Região Oceânica, Praias da Baía de Guanabara, Zona Norte e Pendotiba com a malha de ciclovias, que inclui uma passagem exclusiva para bicicletas no túnel Charitas- Cafubá.

As estruturas cicloviárias não possuem conectividade satisfatória nem mesmo nas próprias regiões, muito menos entre elas. A conexão entre as Zonas Norte/Sul (Avenidas Marquês de Paraná e Jansen de Melo), prometida inicialmente para dezembro de 2014 pelo então vice-prefeito Axel Grael, nunca foi efetivada e agora a sua implantação está vinculada à construção de um grande shopping center na Marquês de Paraná, ponto crítico do trânsito niteroiense. A exceção é o túnel Charitas/Cafubá, embora existam diversos problemas em seus acessos e a ciclovia ao longo da TransOceânica permanece como um grande mistério, uma vez que o seu projeto executivo sequer foi apresentado à sociedade.

As ciclovias serão levadas em conta em todas as obras do governo.

Definitivamente, não é verdade. Durante a primeira gestão, diversas intervenções foram feitas na cidade e as estruturas cicloviárias sequer foram discutidas e acabaram ficando de fora das obras. Mesmo em 2017, após a reeleição e a assinatura da Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa pelo prefeito Rodrigo Neves, a ciclomobilidade ainda está longe de ser uma política de governo. Podemos citar como exemplo o recalcamento da Rua São Lourenço na Zona Norte e a própria TransOceânica.

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PARA FACILITAR A VIDA DO CICLISTA

Permitir o acesso de bicicletas nos transportes públicos como barcas e ônibus.

A suspensão da tarifa no transporte de bicicletas na CCR Barcas em setembro de 2013 foi uma determinação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, uma vez que a cobrança não estava prevista no contrato de concessão. Nem a Prefeitura de Niterói, nem a Prefeitura do Rio de Janeiro têm algo a ver com isto, embora ambas costumam dizer o contrário. O transporte de bicicletas em ônibus jamais foi objeto de qualquer discussão em nossa cidade.

Implantar um sistema de locação de bicicletas públicas.

Embora uma empresa tenha se mostrado interessada em implantar e operar tal sistema, ainda em 2014, sem custo para a prefeitura, esta promessa jamais foi cumprida.

Criar um plano de ruas para pedestres, com fechamento de vias públicas para área de lazer nos domingos e feriados.

Houve a abertura de vias para os modos não motorizados de um trecho da orla em Piratininga, no entanto, não sabemos informar se tal operação continua a acontecer. Registramos também o fechamento ao tráfego da Rua Leandro Motta, no chamado Polo Gastronômico de Icaraí, fato motivado devido aos interesses de comerciantes e não relacionado com o Direito à Cidade.

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Contribuições e questionamentos de usuários são muito bem vindas!

Envie-nos um e-mail: pedalsonoro@gmail.com