Bicicletada Ambiental [LAM]

Por Luiz Antonio Mello*

Campo de São Bento, sábado (08/06), 9 horas da manhã. As bicicletas em fila indiana seguem para o Cafubá, acompanhadas pela Guarda Municipal e já sentem a simpatia da população, que acena, grita “valeu” , “maravilha!”. A bicicleta tem a simpatia de todo mundo e a Bicicletada Ambiental organizada pelo Coletivo Pedal Sonoro e Lagoa para Sempre foi um sucesso.

Para quem saiu de Icaraí o percurso de ida e volta foi de 42 quilômetros que valeram muito à pena. As bicicletas do Pedal Sonoro, com som de alta qualidade tocando músicas relacionadas ao meio ambiente (muita coisa boa!) e que também serviram para sonorizar as falas de convidados.

Falas que abordaram as questões ambientais da Região Oceânica como a morte das lagoas de Itaipu e Piratininga, proliferação de construções ilegais em áreas verdes e a ameaça de extinção de biomas como os manguezais.

Os ciclistas visitaram o Canal de Camboatá (Mangue de Itaipu), Pomar e Horta Comunitária AMaravista (Área Brejo Itaipu), onde voluntários tem feito um trabalho de recomposição dos manguezais. Vale a pena conhecer. Na estrada de Itaipu é só entrar na rua do supermercado de Diamante e seguir reto.

A pedalada culminou com um encontro no Quintal dos Pescadores, na Praia de Itaipu, onde rolou confraternização e as pessoas falaram sobre a importância de ações como essa que divertem, aproximam, criam vínculos, impulsionam as turbinas da cidadania e lutam pelo meio ambiente.

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Uma pescadora lembrou da gigantesca e histórica manifestação de 1977 em Camboinhas que conseguiu derrubar, via Ação Popular, um projeto do tipo Cancun chamado “Cidade de Itaipu”, da Veplan Residência que iria devastar tudo.

Em Niterói, o ambientalismo ainda era chamado de “luta ecológica” e os grupos começaram a se formar. Eram tempos incorretos, sem educação, radicais e grosseiros. Éramos tolos, juvenis, tacamos fogo em estandes de venda, jogamos cabeça de nego de madrugada em casa de figurões, fomos perseguidos pela polícia e, é claro que hoje o arrependimento que bate é absolutamente nulo.

Éramos alegres como um rio, um bicho, um bando de pardais (Belchior), ou, começaria tudo outra vez se preciso fosse, meu amor, a chama em meu peito ainda queima, saiba, nada foi em vão (Gonzaguinha).

* Jornalista, radialista, escritor, pesquisador de rock & blues e realizador do programa A Onda na Rádio Pedal Sonoro

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