Não basta construir, é preciso conservar

Não é de hoje que o Pedal Sonoro e os ciclistas organizados cobram da Prefeitura de Niterói a manutenção das infraestruturas cicloviárias (ciclofaixas/ciclovias) de nossa cidade que, no geral, encontram-se em péssimo estado de conservação.

 

 

Em março de 2016, após a re-pintura da ciclofaixa da Av. Roberto Silveira, solicitamos ao programa Niterói de Bicicleta a reposição dos equipamentos segregadores e a sinalização adequada desta importante ciclofaixa da Zona Sul. A resposta do programa foi de que os equipamentos seriam adquiridos e o serviço realizado. Insistimos nos questionamentos mas em 19/05/2016 os e-mails enviados ao programa não foram mais respondidos.

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Devido à negativa do programa Niterói de Bicicleta em manter uma comunicação conosco e a não realização da manutenção solicitada, em 2017, com o apoio de vereadores, foram encaminhados ao poder público um ofício e uma indicação legislativa.

De nada adiantou!

 

 

Após um ano e 5 meses desta solicitação,  fizemos um novo contato com a coordenadora Isabela Ledo e com o Secretário Executivo Axel Grael, idealizador do programa Niterói de Bicicleta. Para nossa surpresa, a resposta do programa indica que os equipamentos ainda não foram adquiridos e os ciclistas continuarão pedalando por uma via de trânsito intenso com altas velocidades, desprovidos de qualquer segurança.

OBS: Axel Grael acusou um membro do coletivo Pedal Sonoro de que “não queríamos diálogo” mas nuna respondeu a um único e-mail (foram mais de 20 mensagens enviadas).

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Como se não bastasse a completa ineficiência e o descaso com quem pedala pela cidade, alguns registros recentes realizados por ciclistas mostram que esta gestão está veiculando propaganda de governo em painéis eletrônicos espalhados pela cidade que deveriam informar as condições do trânsito em tempo real e propagar mensagens educativas.

 

 

 

 

O Pedal Sonoro seguirá cobrando da Prefeitura de Niterói e do poder legislativo o cumprimento da legislação, com o único objetivo de melhorar as condições de quem pedala em Niterói.

Mão na Roda: oficina livre e colaborativa de mecânica em bicicletas

Inspirados por outras iniciativas semelhantes no Brasil e ao redor do mundo, NESTE DOMINGO (27), o Pedal Sonoro realizará a primeira edição da MÃO NA RODA, uma oficina livre e colaborativa de mecânica em bicicletas.
 
Partimos do princípio que juntos, somando nossos conhecimentos, podemos fazer pequenos reparos e melhorias em nossas magrelas.

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Em breve, vamos girar por outras regiões da cidade com esta atividade. A Zona Norte e a Região Oceânica estão em nosso radar.

Contamos com sua presença para trocarmos ideias e conhecimentos!

Neste domingo (27/08) | 15/18h

Campo de São Bento / Centro Cultural Paschoal Carlos Magno

Para acessar o evento no facebook, clique aqui ou, se preferir, faça a leitura do código QR abaixo:

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PESQUISA / Bicicletários em Niterói

Para além das campanhas de educação, fiscalização eficiente e infraestruturas cicloviárias que cobramos desde 2014, os bicicletários em estabelecimentos comerciais são fundamentais para quem utiliza a bicicleta na cidade.

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Existem leis municipais e estaduais a fim de garantir esse direito, mas como tantas outras, muitos estabelecimentos a ignoram e o poder público municipal parece não se importar:

“Fica obrigatória a destinação de área exclusiva para o estacionamento de acesso público de bicicletas nos estacionamentos de edificações destinadas a shopping centers, hipermercados e universidades.” [Lei Municipal 2.499, de 06/12/2007]

“Devem ser equipados com pontos de estacionamento de bicicletas os supermercados, escolas, clubes, templos religiosos e demais edificações comerciais de médio ou grande porte.” [Lei Municipal 2.832, de 11/05/2011]

“Os terminais e estações de transferência, os edifícios públicos, as indústrias, escolas, centros de compras, condomínios, parques e outros locais de grande afluxo de pessoas deverão possuir locais para estacionamento de bicicletas, bicicletários e paraciclos, como parte da infraestrutura de apoio a esse modal de transporte.” [Lei Estadual 7.105, de 16/11/2015]

Pedal Sonoro e o Mobilidade Niteroi desejam mapear estes estabelecimentos para cobrarmos do poder público o cumprimento da legislaçãoContamos com a sua colaboração!

Pedal Sonoro | The Smiths / Cure

Neste sábado (12/08), o Pedal Sonoro invade a rebeldia melancólica dos anos 80 e une as duas bandas mais aclamadas do pós-punk britânico.

273-cover-tease-no-type-smiths-770.jpgThe Smiths: considerada pelos críticos a banda de rock alternativo mais importante dos anos 80.

rs-245886-RS-The-Cure.jpgThe Cure: seus cds são um verdadeiro manifesto pra toda uma geração que clamava, e ainda clama, por contraversão.

Morrissey e Roberth Smith vão levar à cidade sorriso toda diversão de uma década permeada por filmes estranhos, cortes de cabelos questionáveis e, claro, as inesquecíveis músicas que permanecem pra sempre em nossos corações nostálgicos.

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Para embalar a pedalada, não vão faltar clássicos como Just Like a Heaven, Friday I’m in Love, This Charming Man, Bigmouth Strikes Again, Ask, Boys Don‘t Cry, In Between Days e muito mais!

SÁBADO (12/08) | CONCENTRAÇÃO 17H / SAÍDA 18H
CICLOPONTO ICARAÍ [Calçadão da Praia, em frente à Reitoria/UFF]

para acessar o evento no facebook, clique AQUI

Plano Diretor de Niterói

Não é fácil gerenciar uma cidade, saber dos desafios e das soluções que cabe às autoridades. Por isso, existe o Plano Diretor que nada mais é que um “manual” para gerir as cidades.

O Plano Diretor deve ser elaborado com a participação de toda a sociedade. Geralmente a participação social acontece através de audiências públicas e, em Niterói, este processo já começou.

O plano organiza o crescimento e o funcionamento do município. No Plano Diretor está a cidade que queremos, ele projeta o futuro da cidade de acordo com o que decidimos, incluindo questões relacionadas à mobilidade urbana.

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Hierarquia de prioridades / PMNU

O planejamento da mobilidade urbana deve estar em acordo com o Plano Diretor do Município conforme as diretrizes do Plano Nacional de Mobilidade Urbana / PNMU que garantem a prioridade dos modos ativos de transporte sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado e a integração entre os modos e serviços de transporte urbano.

O PNMU também busca consolidar a gestão democrática como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

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Plano Diretor pode ser definido como um conjunto de princípios e regras orientadoras da ação dos agentes que constroem e utilizam o espaço urbano. (BRASIL, 2002, p.40)

Portanto, o Plano Diretor é de inteira importância para o gerenciamento de uma cidade, pois é com ele que as autoridades definirão os rumos. Por isso a sua participação neste processo é fundamental!

fontes: Portal Eu Gestor |  Bicicleta nos Planos

 

PRÓXIMAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS (18h):

14/ago | Icaraí, Ingá, Santa Rosa, Jardim Icaraí e Vital Brazil / Ginásio do Caio Martins

21/ago | Charitas, São Francisco e Jurujuba / Paróquia São Francisco Xavier

28/ago | Várzea das Moças, Rio do Ouro e Muriqui / CIEP Djanira

04/set | Badu, Matapaca, Pendotiba e Vila Progresso / C. E. Emiliano Di Cavalcanti

11/set | Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato, Santo Antônio, Maravista e Serra Grande / Colégio Estadual Alcina Rodrigues Lima

18/set | Sapê, Largo da Batalha e Maceió / Escola Municipal Levi Carneiro

25/set |Piratininga, Cafubá, Camboinhas e Jacaré / Colégio Itapuca

02/out | Câmara Municipal de Niterói

Plano de Mobilidade Urbana / Niterói

O que é?

O Plano de Mobilidade Urbana (PMU) é o instrumento de planejamento e gestão da mobilidade de um município. Ele trata de pensar, desenvolver e propor como se darão os deslocamentos de pessoas e bens em uma cidade, integrado a planos de outras políticas temáticas e que têm relação com a mobilidade urbana, como uso do solo, moradia, mudanças climáticas, energia, etc.

De acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana – PNMU – Lei 12.587/2012, os municípios brasileiros que têm mais de 20 mil habitantes deveriam ter elaborado esse Plano até abril de 2018, impossibilitando inclusive de receberem verbas federais destinadas à mobilidade urbana.

Niterói

Em fevereiro de 2016, a Prefeitura de Niterói lançou o PMU durante uma solenidade que contou com a presença de membros do primeiro escalão do governo e representantes das instituições ITDP – Instituto de Políticas de Transportes e Desenvolvimento e da WRI – World Recources Institute.

Na ocasião, foi informado que haveria audiências públicas sobre o tema e que a participação da população estaria assegurada neste processo.

No mês de março, o município de Niterói recebeu US$ 100 mil do Banco de Desenvolvimento da América Latina, para elaboração do PMUS e uma empresa indicada pelo banco deveria realizar uma consultoria técnica do projeto, cuja meta principal é priorizar o transporte coletivo e o não motorizado.

Segundo o blog do secretário executivo Axel Grael: “o PMU integra os planejamentos de mobilidade existentes com as novas ações em curso, como dentre outras a TransOceânica, o Programa Niterói de Bicicleta, o projeto do VLT, o sistema de mobilidade previsto no PUR para a Região de Pendotiba e o Centro de Controle Operacional de Trânsito de Niterói (CCO).”

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A Ciclomobilidade no PMU

Dentro do PMU, a bicicleta deve ser considerada como prioridade, junto com outros transportes ativos, sobre os transportes motorizados (PNMU art. 6, II). Além disso, ela é uma ótima forma de melhorar a saúde da população, diminuindo gastos com saúde pública, contribuir com a redução da poluição do ar e sonora, além de não emitir gases de efeito estufa, economizar recursos e estimular a economia local, bem como reduzir os engarrafamentos, resultando em menos stress e menos tempo perdido no trânsito, aumentando a produtividade e a geração de renda na cidade.

“Nos candidatamos a essa concorrência, pois o Plano de Mobilidade Urbana Sustentável (PMUS) representa a última diretriz a ser colocada em prática, dentro dos instrumentos de gestão. Niterói possui inúmeros projetos direcionados à mobilidade, no entanto, é preciso integrar as estratégias ao plano cicloviário e aos veículos não motorizados. Por isso, iremos incentivar o uso desses meios de transporte, oferecendo estrutura e alternativas de locomoção, por meio de diagnósticos inteligentes que serão coletados na pesquisa de campo”, palavras do subsecretário de Urbanismo e Mobilidade Urbana, Renato Barandier.

Anda de acordo com o blog de Axel Grael: “o programa inclui também a construção de 57 quilômetros de malha cicloviária, 100 bicicletários abertos e dois cobertos completos, cada um com capacidade para 200 bicicletas.”

 

Fontes:

Bicicleta nos Planos

Blog do Axel Grael

Jornal O Fluminense

Mobilidade Niterói