Carta Aberta à PMN (2014)

Em 21 de Janeiro de 2014, durante uma das primeiras edições do Pedal Sonoro, foi entregue em mãos de Axel Grael, então vice prefeito e idealizador do programa Niterói de Bicicleta, a Carta Aberta à Prefeitura de Niterói.

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O documento, elaborado coletivamente pelos ciclistas urbanos que começavam a se reorganizar, continha avaliações, críticas e sugestões para o aprimoramento do programa recém criado, objetivando melhorias na ciclomobilidade de nossa cidade.

Perguntamos: após 3 anos deste diálogo direto com o poder público, como estamos?

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Carta aberta à Prefeitura de Niterói

A/C do vice-prefeito Axel Grael

Na sociedade atual, é possível observar graves problemas na mobilidade urbana, marcados por congestionamentos, poluição e stress, fazendo com que as pessoas busquem alternativas de transporte que proporcionem maior mobilidade, melhores condições ambientais e de saúde.

Nesse contexto, a bicicleta surge como uma modalidade de transporte que é parte da solução desses problemas, para todos os cidadãos, inclusive os não ciclistas, sendo um veículo ágil e eficiente, pois ocupa pouquíssimo espaço, não polui, promove a sustentabilidade, a inclusão social, é econômica e facilmente integrada ao sistema de transporte coletivo.

A Política Nacional de Mobilidade Urbana/PMNU (Lei No 12.587/2012), em vigor desde 13 de abril de 2012, fortalece o poder público municipal para priorizar modos não motorizados e coletivos de transporte. Dessa forma, nós, que utilizamos nossas bicicletas diariamente na cidade de Niterói, como meio de transporte, esporte e lazer, gostaríamos de dar nossa contribuição para que o Poder Público Municipal possa implementar, aqui, as condições e a estrutura adequadas, a fim de que a bicicleta possa ser utilizada por mais cidadãos, construindo uma cidade com melhor mobilidade, e que todos – carros, pedestres e ciclistas – possam conviver em harmonia e segurança.

Seguem, abaixo, questões críticas, e algumas reivindicações dos usuários de bicicletas em Niterói, que devem ser pensadas e implementadas, para que esta se torne a Cidade da Bicicleta.

Malha Cicloviária: Ciclovia e ciclofaixa não bastam; é preciso haver integração. Temos, ao longo da cidade, diversos exemplos de traçados de ciclofaixas que seguem de nenhum lugar para lugar nenhum, ou que simplesmente acabam de uma hora para a outra. É necessário realizar esse estudo e definir o que vale a pena dar proseguimento e o que nunca deveria ter sido feito, para que, num segundo momento, possam ser implementadas as melhorias de forma definitiva. O planejamento da Malha Cicloviária, mesmo que não executado imediatamente, deve interligar todos os bairros da cidade.

Ciclovias/ciclofaixas: Na fase de conscientização atual da sociedade, acreditamos que a separação física destes espaços é urgente, pois é a melhor garantia de segurança para o ciclista. As experiências com ciclofaixas em Niterói não foram positivas e ainda não temos uma ciclovia devidamente implantada. Ressaltamos que a ciclovia deve ser sempre a prioridade, cabendo à ciclofaixa ser a exceção, ou seja, somente em locais em que a outra se mostrar totalmente inviável.

Sinalização: Carecemos, ainda, de sinalização adequada, tanto para o fluxo de pedestres e motoristas, como para o dos próprios ciclistas, devendo ser esta sinalização concomitante à implementação da ciclovia/ciclofaixa. É imprescindível a adequada informação a todos os cidadãos, para que tenham consciência de suas ações no tráfego de nossa cidade. Passamos, em Niterói, por graves problemas nas ciclofaixas, que são utilizadas como estacionamento, parada de veículos e passeio para pedestres. Agentes de trânsito devem ser instruídos a educar a população e a realizar uma fiscalização constante, até que todos entendam e respeitem as leis vigentes.

Fiscalização: Nenhuma mudança significativa no trânsito acontece sem que haja uma eficiente fiscalização. No momento, em Niterói, ela tem acontecido de forma esporádica e deficiente. É preciso definir de quem é a responsabilidade de fiscalizar as ciclovias, se é da NitTrans, da Guarda Municipal ou de ambas. Torna-se importante também estabelecer um canal de comunicação com esses órgãos e, se possível, uma central de denúncias com pronto atendimento. Acreditamos que para funcionar de maneira eficaz, os agentes responsáveis pelas ciclovias/ciclofaixas, ou parte deles, devessem utilizar como meio de transporte no trabalho a bicicleta, para que possam vivenciar os problemas e benefícios enfrentados diariamente por nós, ciclistas. Dentro deste ponto, gostaríamos de salientar o constante problema que temos passado na recém-inaugurada ciclofaixa da Av. Ernani do Amaral Peixoto: toda noite, a empresa que realiza a coleta de lixo utiliza a ciclofaixa como depósito, atrapalhando, e pondo em risco a circulação de ciclistas pelo local.

Campanhas: Niterói precisa de campanhas de conscientização referentes à mobilidade urbana e às leis vigente no Código de Trânsito Brasileiro, direcionadas a todas as partes envolvidas: motoristas profissionais (ônibus e táxis), motoristas em geral, pedestres, ciclistas e agentes públicos. Tais campanhas devem se utilizar das mais variadas formas de mídia, desde outdoor, faixas, adesivos, cartazes, informativos em jornais da cidade, passando por panfletagem, ações de conscientização e realização de eventos. Niterói conta com uma belíssima orla, direcionada a diversas atividades de lazer de seus habitantes. Em época de preparação para eventos festivos do nosso Estado, nada melhor do que utilizá-la como uma cidade que busca ser exemplo na promoção de um desenvolvimento sustentável (considerada a 7a cidade no estado do RJ com melhor qualidade de vida pelo IDH-Brasil). Dessa forma, uma malha cicloviária que interligue a orla é a campanha ideal de uma cidade que se reconhece como sustentável. Um mote ou slogan poderia ajudar e, desde já, sugerimos: “Niterói – Cidade da Bicicleta”.

Bicicletários: A instalação de bicicletários em pontos estratégicos da cidade é também importante para incentivar o uso da bicicleta, assim como para organizar o espaço público.

Por fim, acreditamos que todas essas questões são básicas para o funcionamento correto de nossas ciclofaixas/ciclovias, devendo ser pensadas e desenvolvidas concomitantemente. Dessa forma, pedimos que nenhum novo traçado seja pintado nas ruas da cidade, sem que antes se atenda a boa parte dessas reivindicações.

Estamos à disposição para nos reunirmos e ajudarmos nesse processo, que é complexo, mas de grande importância para a mobilidade urbana de Niterói, que já sofre bastante com o trânsito. Bicicletas na rua representam menos carros; logo, teremos um tráfego fluindo melhor e a melhoria da qualidade de vida para TODOS. Com o planejamento adequado, uma efetiva malha cicloviária certamente será um grande sucesso para a cidade.

Ciclistas da Cidade de Niterói / Pedal Sonoro em 21/01/2014

Segurança viária: o que determina a LEI?

Trecho da apresentação utilizada na Audiência Pública: Mobilidade Urbana e Segurança Viária, realizada em 09/12/2016 na Câmara Municipal de Niterói, convocada pelos movimentos/coletivos Mobilidade Niterói, Niterói Para Pessoas e Pedal Sonoro e atendida pelos vereadores Paulo Eduardo Gomes (PSOL) e Daniel Marques (PV).

NOTA: Nesta importante atividade, com exceção de uma porta-voz da NitTrans, nenhuma das autoridades municipais convidadas compareceu à audiência.

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (CTB) Lei Federal 9.503 de 23/09/1997

Considera-se TRÂNSITO a utilização das vias por PESSOAS, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

O trânsito, em CONDIÇÕES SEGURAS, é um DIREITO DE TODOS e DEVER dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao SNT darão prioridade em suas ações à DEFESA DA VIDA, nela incluída a preservação da saúde e do meio ambiente.

Os órgãos e entidades componentes do SNT RESPONDEM, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de AÇÃO, OMISSÃO ou ERRO na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do DIREITO do trânsito seguro.

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PLANO NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA/PNMU Lei Federal 12.587 de 01/03/2012

Princípios do PNMU:

ACESSO dos cidadãos ao transporte público coletivo;

GESTÃO DEMOCRÁTICA e CONTROLE SOCIAL do planejamento e avaliação da PNMU;

SEGURANÇA nos deslocamentos das PESSOAS;

Justa distribuição dos BENEFÍCIOS E ÔNUS decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços;

EQUIDADE no uso do ESPAÇO PÚBLICO de circulação, vias e logradouros.

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Diretrizes do PNMU:

PRIORIDADE dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado;

INTEGRAÇÃO entre os modos e serviços de transporte urbano.

Objetivos do PNMU:

Consolidar a GESTÃO DEMOCRÁTICA como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

 

 

PS | Ilha de Paquetá (15/04/17)

Em celebração ao Mês do Choro, neste sábado, o Pedal Sonoro desembarca pela primeira vez na bucólica Ilha de Paquetá com sua bicicletada musical ao som de clássicos deste gênero genuinamente brasileiro.

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A ideia é pedalarmos pelo perímetro da ilha durante a tarde, com direito a algumas paradas, incluindo a Casa de Artes de Paquetá, para conhecermos um pouco de sua história, confraternizarmos e realizarmos um grande piquenique.

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Altamiro Carrilho, Canhoto, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattalli e Canhoto da Paraíba

As belas melodias de grandes nomes do choro garantirão nossa aventura em total harmonia com o maravilhoso cenário que a Ilha de Paquetá tem a oferecer.

Sejam todxs bem vindxs… traga sua família!


 

Concentração 12h30 na Praça XV

IDA: 13h (Praça XV – Paquetá)
para quem sai de Niterói, pegar a barca às 12h ou 12h30

VOLTA: 19h (Paquetá – Praça XV)
embarques alternativos: 17h30 / 20h30

valor de cada tarifa: R$5,90 / R$5 (bilhete único)

ATENÇÃO: devido ao grande fluxo de passageiros, ainda mais por se tratar de um feriado, pedimos a todxs que, se possível, utlizem os horários alternativos para que não sejamos impedidos de embarcar na volta com os ciclos que transportam o equipamento de som. Contamos com sua colaboração!

Para acessar o evento no facebook, clique aqui

O que levar? Comidinhas p/ compartilhar no piquenique, protetor solar, dinheiro p/ passagem, alegria e disposição!

apoio local: Paquetá Bike – Ilha de Paquetá e Casa de Artes de Paquetá
parceria: Piratas de bici

CicloExperiência 2017 / programação

O Pedal Sonoro, com a parceria institucional do Museu do Ingá, realizará no sábado (08/04) a CicloExperiência 2017: uma tarde inteira dedicada à cultura da bicicleta!

Trata-se de uma convocação geral de ciclistas da região metropolitana com o apoio e a participação confirmada de diversos grupos, iniciativas e pessoas que, à sua maneira, promovem a cultura e o uso das bicicletas nas cidades.

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Confira as atividades desta CicloExperiência!

ESPAÇO CICLOATIVO | PAINÉIS

13h00 | Bike fit e seus benefícios [Armando Barcellos]

13h30 | Bicicletas antigas alemãs [Maurício Mattos e Silvio Garcia]

13h50 | Conheça o programa Niterói de Bicicleta [Isabela Ledo]

14h20 | Pedalar não basta: o mito do ciclista cidadão de bem [Daniel Maribondo/PPGP-UFRJ]

15h00 | Bicicleta nas Eleições / Niterói [Luís Araujo/Pedal Sonoro]

15h30 | Mensageiros: o uso da bike para entregas [Thiago Gonçalves/Bikers]

16h00 | Mulheres na Cidade: gênero, emponderamento e mobilidade pelo uso da bicicleta [Vivian Garelli/Pedal Maravilha]

16h40 | São Gonçalo Bike Clube e União Gonçalence de Ciclistas [Charles Gomes]

17h10 | Cicloativismo: dilemas e fronteiras na construção da cidadania no Brasil [Fernando Barcellos/PPGSD-UFF]

17h50 | Cultura Lowrider [Marcio Grafitti/Vélo Vintage M&G]

18h15 | Apresentação da MobiRio – Associação Carioca pela Mobilidade Ativa [Joanna Almeida]

18h40 | Ciclistas e o Código de Trânsito Brasileiro – CTB de Bolso [Claudiléia Pinto]

ESPAÇO MÃO NA RODA | OFICINAS

13h30 | Mecânica básica – freios e marchas [Garage Bike / Piratas de Bici]

14h45 | Prenda ou Perca / como prender sua bicicleta [Transporte Ativo]

15h45 | Mecânica básica – reparo de câmara e troca de pneus [Garage Bike / Piratas]

17h00 |  Bici Persé – mecânica p/ mulheres [Sarah Hanna Alves]

Havendo necessidade de se limitar o número de participantes nas oficinas, as inscrições serão realizadas 30 minutos antes de cada atividade.

JARDINS DO MUSEU DO INGÁ

14/16h | Jogos da Bicicleta (público infantil) [Bike Anjo Niterói]

14/16h | Oficina de plaquinhas p/ bici [Pedal Sonoro]

16h30/18h | Oficina de desnho / público infantil [Pedal Sonoro]

Jazz ao vivo c/ Marcelo Nestler e Fábio Muniz

Feira de Relações Orgânicas

Bazar das Bicis [Piratas de Bici]

Escuto Histórias Sobre Bicicletas

Oficina de Mapeamento: Ciclo-Experiência em Niterói [Niterói de Bicicleta]

Customização de Bicicletas [Pedal Maravilha]

Bici Rangos [Bem Assim, Browninha, Cerveja Black Trunk, GreenFit, Kibe Kibe, Maroca Doces e NitFit]

Moda e acessórios [Anouk Bags, Bike Rio Café, Cíclicas, Ciclismo Urbano, Primo Factory, Puro Mato, Respeite Um Carro a Menos, Use Hobby e Vélo Vintage]

PELAS VIAS

15h00 | Oficina MobiRio: indicadores para avaliação cidadã da infra cicloviária

16h30/18h | Alicate Experiência: prova para ciclistas urbanos /  corrida com premiação

19h30 | Bicicletada da CicloExperiência + confraternização

REALIZAÇÃO: PEDAL SONORO

PARCERIA INSTITUCIONAL: MUSEU DO INGÁ

APOIO: BRANDÃO CÓPIAS, CANTINHO DA BATATA, CARDÁPIO PIZZARIA e PHYSIC FUEL

O cronograma do evento poderá sofrer alterações de acordo com a necessidade dos organizadores e/ou parceiros envolvidos.