RO: Ciclomobilidade Ameaçada

Em 24/06/17 integrantes do Pedal Sonoro pedalaram de Icaraí até a Praça do Engenho do Mato através do túnel Charitas/Cafubá e fizeram um breve diagnóstico das condições enfrentadas pelos ciclistas neste trajeto de apenas 16km.

A visita técnica ocorreu num sábado, dia de menor movimento, partindo 16h de Icaraí e retornando por volta de 19h do Engenho do Mato:

Os problemas começam em Charitas, na ciclofaixa sem segregação e sinalização adequada que, aliada à falta de fiscalização e desrespeito dos motoristas, oferece grande risco à segurança dos ciclistas. Altas velocidades, bloqueios e invasões da ciclofaixa são frequentes neste trecho: tenha muito cuidado!

NOTA: “Para o ciclistas, será criada uma faixa segregada bidirecional, que se conectará com ciclovia do túnel Charitas-Cafubá. As mudanças buscam aumentar a capacidade da via para suportar o aumento do volume de automóveis com a abertura das galerias, anunciada pela prefeitura para o dia 06/05/17.” O GLOBO, 16/04/17

 

A pedalada no túnel foi tranquila e registramos a instalação de sinalização específica indicando a curva acentuada que existe nas ciclovias, devido aos recuos, em ambas as galerias.

Região Oceânica: situação dramática!

No Cafubá, a estrutura cicloviária (sobre a calçada) termina cerca de 600m após a saída do túnel, sem nenhum aviso, e o ciclista é obrigado a trafegar pela via. Neste trecho, a nova pavimentação, o limite de velocidade de 60km/h (embora trate-se de uma área residencial) e a falta de fiscalização, incentivam as altas velocidades. O desrespeito dos motoristas devido à ausência de campanhas de educação de e para o transito conforme determina a LEI, tornam as chamadas finas extremamente comuns.

 

Ainda no Cafubá, notamos que a maioria absoluta dos ciclistas trafega pela contramão, o que além de contrariar a LEI é extremamente perigoso. Esta situação deveria ser objeto de atenção do programa Niterói de Bicicleta que através de simples ações e campanhas de conscientização poderiam combater esta conduta.

 

Se você sobreviveu até aqui, agora enfrentará a Estrada Francisco da Cruz Nunes. A principal via da região, não possui nenhuma estrutura cicloviária (e, pelo visto, nem terá), a pavimentação das pistas auxiliares é péssima devido à má conservação e, como se não bastasse, as obras da TransOceânica tornaram o transito da região um verdadeiro caos. A história se repete: altas velocidades, desrespeito por parte dos motoristas, com direito a finas, inclusive de coletivos.

NOTA: “Sem cerimônia ou discussão com os maiores interessados, os moradores e ciclistas, a prefeitura bateu o martelo e deixou de lado — ou jogou para o lado — a tão anunciada ciclovia que integraria o corredor viário da Transoceânica. Em vez de construir uma via dedicada às bikes ao longo de toda a Estrada Francisco da Cruz Nunes, como projetado, o novo traçado desvia os ciclistas para ruas paralelas em dois trechos, onde deverão compartilhar a via com os automóveis.” O GLOBO, 07/03/17

Na Avenida Central em Itaipú, embora exista uma ciclofaixa, esta não oferece nenhuma segurança aos ciclistas. O traçado está praticamente apagado, a sinalização e a conservação são péssimas (buracos, areia/lama e alagamentos) e aqui temos um agravante: os veículos que acessam o estacionamento dos comércios e as ruas transversais representam um grande perigo para quem trafega pela faixa exclusiva. A velocidade máxima de 60km/h, mesmo se tratando de uma via repleta de comércio, escolas, igrejas e residências, é um convite às altas velocidades ocasionando acidentes, muitas vezes com vítima.

Devido ao trajeto que fizemos, pedalamos pouco pela Estrada do Engenho do Mato. A via possui ciclofaixa, mas também não garante a segurança dos ciclistas por apresentar os mesmos problemas relatados anteriormente.

NOTA: “Com o aumento da velocidade média nas vias urbanas, há também um aumento na probabilidade de acidentes e na gravidade de suas consequências, em especial para os pedestres, ciclistas e motociclistas, disse a organização. Segundo a OMS, um pedestre tem menos de 20% de probabilidade de morrer se atropelado por um automóvel que circula a menos 50km/h, mas quase 60% de possibilidade de morrer se atropelado a 80km/h.”

 

Lamentamos profundamente que a Região Oceânica, local de grande beleza natural e que, desde sempre, utiliza a bicicleta como meio de transporte, esteja enfrentando esta situação dramática de absoluta falta de segurança para quem optou pela ciclomobilidade.

NOTA: Durante todo o percurso não presenciamos um único agente/operador de trânsito na Região Oceânica.

O Pedal Sonoro seguirá cobrando providências do poder público municipal e do poder legislativo e não nos furtaremos em representarmos junto ao Ministério Público Estadual para que a LEI seja cumprida e a segurança dos pedestres e ciclistas seja garantida na RO ou nas demais regiões da cidade.

Faça a sua parte: COMPARTILHE este diagnóstico com a sua rede de contatos e cobre o seu/sua vereador(a). A construção de uma Niterói ciclável também depende de suas atitudes!  

 

Pedal Sonoro na Virada Sustentável

Maior evento em prol da sustentabilidade no Brasil, a Virada Sustentável utiliza atrações culturais e atividades lúdicas como principais ferramentas de educação e mobilização.

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O festival busca unir causas e organizações transformadoras, para apresentar uma visão positiva e inspiradora da sustentabilidade e seus diferentes temas para a população.

Uma verdadeira virada de consciência!

Para acessar a programação completa, clique aqui

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Pedal Sonoro no Rio de Janeiro [março/2015]

Para somar nesta edição da virada, o Pedal Sonoro realizará no domingo (11/06) uma BICICLETADA MUSICAL partindo da Praça Mauá rumo à Praça Saez Peña na Tijuca, para nos juntarmos à Programação Unificada da Mobilidade Ativa na Virada Sustentável.

A ideia é participaremos destas atividades e depois retornaremos, juntos, ao ponto de partida. Todxs são bem vindxs!

Praça Mauá: concentração 13h30 / partida 14h30
Praça Saenz Peña: previsão de retorno 17h

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Programação Unificada da Mobilidade Ativa na Virada Sustentável

Dentro do objetivo de cidades e comunidades sustentáveis, estamos alinhando as iniciativas da mobilidade ativa em uma programação unificada:

– Roda de conversa + oficina de avaliação dos projetos prioritários de infraestrutura cicloviária para Plano Estratégico Municipal com a MobiRio;

– A oficina pirata de mecânica de bicicleta é um espaço onde o Piratas de bici facilita para a troca de conhecimento sobre mecânica e outros assunto ligados a bicicleta, que acontece junto com o bazar de troca de componentes usados;

– A oficina infantil de mobilidade urbana é uma atividade que tem como objetivo levar informação e conteúdo de educação no trânsito e comportamento urbano para crianças, através de dinâmicas lúdicas e divertidas como: roda de conversa sobre a locomoção pela cidade, leitura do livro Bicicleta Amarela e oficina temática de desenho e pintura;

– A Caminha Rio, organização da mobilidade à pé e acessibilidade, irá recolher assinaturas para os Projetos de Lei do Estatuto do Pedestre, mais uma iniciativa pela caminhabilidade, além da semana municipal do pedestre que já foi aprovada na Câmara e será de 24 a 30 de setembro.

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Pedal Sonoro | Iron Maiden (27/05)

Pela primeira vez em 3 anos, o Pedal Sonoro se rende ao gênero Heavy Metal e realizaremos, neste sábado, uma justa homenagem a banda britânica Iron Maiden.

Cique aqui para acessar o evento no facebook.

Roupas escuras, correntes, etc são bem vindas!

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Pioneiros do movimento musical que ficou conhecido como NWOBHM (Nova Onda do Heavy Metal Britânico), a banda atingiu êxito substancial no início dos anos 1980, acompanhada de uma crescente base de fãs. Mas foi com o disco The Number of the Beast, de 1982, que o Iron Maiden chegou à fama internacional, produzindo uma sequência de álbuns multi-platina que tornaram-se clássicos do género. O seu trabalho influenciou diversas bandas de rock e metal, das mais antigas às modernas, e são considerados um dos grupos mais importantes e influentes do estilo. (WikiPedia)

Saiba mais sobre a banda, clicando aqui!

NESTE SÁBADO (27/05) | CICLOPONTO ICARAÍ

[calçadão da Praia de Icaraí, em frente à Reitoria/UFF]

concentração 18h / saída 19h

 

TransOceânica x Legislação

Para além de todas as questões que envolveram o projeto da TransOceânica e a construção do túnel Charitas-Cafubá como empréstimos, licenças ambientais e desapropriações sem o devido diálogo com a sociedade, finalmente, após duas inaugurações, parte significativa da obra foi entregue.

No entanto, novamente a Prefeitura de Niterói inverte as prioridades determinadas pela legislação, relegando o transporte público e os modais ativos para segundo plano, priorizando o transporte individual motorizado.

O sistema BHLS está previsto para operar apenas em 2018, a redução da tarifa e o aumento da capacidade da operação hidroviária em Charitas continuam sem definição e boa parte das estruturas cicloviárias ainda não foram entregues e alguns trechos concluídos apresentam graves problemas de segurança. Diante disto, como era de se esperar, o trânsito não apresentou nenhuma melhora significativa.

A LEI FEDERAL É CLARA, CRISTALINA:

“Prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado.”

(Plano Nacional De Mobilidade Urbana / PNMU – Lei 12.587 de 01/03/2012

“O trânsito, em condições seguras, é um direito de todos e dever dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.”

“Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em suas ações à defesa da vida.”

(Código de Trânsito Brasileiro / CTB – Lei 9.503 de 23/09/1997)

O Pedal Sonoro, juntamente com outras iniciativas e associações, tem questionado sistematicamente o poder público sobre os riscos a que estão submetidos os ciclistas, sobretudo nos acessos ao túnel e nas vias da Região Oceânica. Como de costume, quando algum gestor municipal retorna nossos questionamentos, as respostas geralmente são evasivas e nenhuma providência efetiva é tomada.

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sinalização de emergência realizada por ciclistas (facebook)

Neste contexto, devido à falta de transparência e de diálogo, só nos resta acompanhar o desenrolar deste processo através da imprensa e as informações não são nada animadoras:

Procurada, a assessoria da Prefeitura municipal informou que a sinalização vertical e horizontal indicando mão única nas duas galerias do túnel, para impedir bicicletas seguindo em direções contrárias, ainda não foi instaladas. Em relação aos trechos ainda sem ciclovia, o Executivo pontuou que “toda a TransOceânica, de Charitas ao Engenho do Mato, terá ciclovia nos dois sentidos. A implantação da ciclovia segue o cronograma da obra”. Enquanto isso, os bicicletários prometidos para a Região Oceânica de Niterói seguem sem definição sobre locais e início de construção.  (O Fluminense, 15/05/17)

PRIMEIRA VÍTIMA GRAVE

No último Dia das Mães (domingo, 18/05/17), menos de duas semana após o início da operação do túnel, um ciclista teve seu abdômen perfurado devido a uma estrutura inacabada e exposta da grade de proteção da ciclovia nos acessos do Cafubá. SAIBA MAIS

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O colega chegou a ter indicação de cirurgia, acabou levando 15 pontos mas, felizmente, passa bem.

Imediatamente após o incidente (não confunda com acidente) o devido reparo foi realizado na estrutura.

Perguntamos:

Até quando a Prefeitura de Niterói seguirá descumprindo as leis?

Até quando o Poder Legislativo e o Ministério Público serão coniventes com tamanho absurdo?

Sempre necessitaremos de vítimas para que alguma atitude seja tomada a fim de garantir a segurança de quem pedala em nossa cidade?

 

 

 

 

 

Carta Aberta à PMN (2014)

Em 21 de Janeiro de 2014, durante uma das primeiras edições do Pedal Sonoro, foi entregue em mãos de Axel Grael, então vice prefeito e idealizador do programa Niterói de Bicicleta, a Carta Aberta à Prefeitura de Niterói.

Para acessar o vídeo clique aqui

O documento, elaborado coletivamente pelos ciclistas urbanos que começavam a se reorganizar, continha avaliações, críticas e sugestões para o aprimoramento do programa recém criado, objetivando melhorias na ciclomobilidade de nossa cidade.

Perguntamos: após 3 anos deste diálogo direto com o poder público, como estamos?

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Carta aberta à Prefeitura de Niterói

A/C do vice-prefeito Axel Grael

Na sociedade atual, é possível observar graves problemas na mobilidade urbana, marcados por congestionamentos, poluição e stress, fazendo com que as pessoas busquem alternativas de transporte que proporcionem maior mobilidade, melhores condições ambientais e de saúde.

Nesse contexto, a bicicleta surge como uma modalidade de transporte que é parte da solução desses problemas, para todos os cidadãos, inclusive os não ciclistas, sendo um veículo ágil e eficiente, pois ocupa pouquíssimo espaço, não polui, promove a sustentabilidade, a inclusão social, é econômica e facilmente integrada ao sistema de transporte coletivo.

A Política Nacional de Mobilidade Urbana/PMNU (Lei No 12.587/2012), em vigor desde 13 de abril de 2012, fortalece o poder público municipal para priorizar modos não motorizados e coletivos de transporte. Dessa forma, nós, que utilizamos nossas bicicletas diariamente na cidade de Niterói, como meio de transporte, esporte e lazer, gostaríamos de dar nossa contribuição para que o Poder Público Municipal possa implementar, aqui, as condições e a estrutura adequadas, a fim de que a bicicleta possa ser utilizada por mais cidadãos, construindo uma cidade com melhor mobilidade, e que todos – carros, pedestres e ciclistas – possam conviver em harmonia e segurança.

Seguem, abaixo, questões críticas, e algumas reivindicações dos usuários de bicicletas em Niterói, que devem ser pensadas e implementadas, para que esta se torne a Cidade da Bicicleta.

Malha Cicloviária: Ciclovia e ciclofaixa não bastam; é preciso haver integração. Temos, ao longo da cidade, diversos exemplos de traçados de ciclofaixas que seguem de nenhum lugar para lugar nenhum, ou que simplesmente acabam de uma hora para a outra. É necessário realizar esse estudo e definir o que vale a pena dar proseguimento e o que nunca deveria ter sido feito, para que, num segundo momento, possam ser implementadas as melhorias de forma definitiva. O planejamento da Malha Cicloviária, mesmo que não executado imediatamente, deve interligar todos os bairros da cidade.

Ciclovias/ciclofaixas: Na fase de conscientização atual da sociedade, acreditamos que a separação física destes espaços é urgente, pois é a melhor garantia de segurança para o ciclista. As experiências com ciclofaixas em Niterói não foram positivas e ainda não temos uma ciclovia devidamente implantada. Ressaltamos que a ciclovia deve ser sempre a prioridade, cabendo à ciclofaixa ser a exceção, ou seja, somente em locais em que a outra se mostrar totalmente inviável.

Sinalização: Carecemos, ainda, de sinalização adequada, tanto para o fluxo de pedestres e motoristas, como para o dos próprios ciclistas, devendo ser esta sinalização concomitante à implementação da ciclovia/ciclofaixa. É imprescindível a adequada informação a todos os cidadãos, para que tenham consciência de suas ações no tráfego de nossa cidade. Passamos, em Niterói, por graves problemas nas ciclofaixas, que são utilizadas como estacionamento, parada de veículos e passeio para pedestres. Agentes de trânsito devem ser instruídos a educar a população e a realizar uma fiscalização constante, até que todos entendam e respeitem as leis vigentes.

Fiscalização: Nenhuma mudança significativa no trânsito acontece sem que haja uma eficiente fiscalização. No momento, em Niterói, ela tem acontecido de forma esporádica e deficiente. É preciso definir de quem é a responsabilidade de fiscalizar as ciclovias, se é da NitTrans, da Guarda Municipal ou de ambas. Torna-se importante também estabelecer um canal de comunicação com esses órgãos e, se possível, uma central de denúncias com pronto atendimento. Acreditamos que para funcionar de maneira eficaz, os agentes responsáveis pelas ciclovias/ciclofaixas, ou parte deles, devessem utilizar como meio de transporte no trabalho a bicicleta, para que possam vivenciar os problemas e benefícios enfrentados diariamente por nós, ciclistas. Dentro deste ponto, gostaríamos de salientar o constante problema que temos passado na recém-inaugurada ciclofaixa da Av. Ernani do Amaral Peixoto: toda noite, a empresa que realiza a coleta de lixo utiliza a ciclofaixa como depósito, atrapalhando, e pondo em risco a circulação de ciclistas pelo local.

Campanhas: Niterói precisa de campanhas de conscientização referentes à mobilidade urbana e às leis vigente no Código de Trânsito Brasileiro, direcionadas a todas as partes envolvidas: motoristas profissionais (ônibus e táxis), motoristas em geral, pedestres, ciclistas e agentes públicos. Tais campanhas devem se utilizar das mais variadas formas de mídia, desde outdoor, faixas, adesivos, cartazes, informativos em jornais da cidade, passando por panfletagem, ações de conscientização e realização de eventos. Niterói conta com uma belíssima orla, direcionada a diversas atividades de lazer de seus habitantes. Em época de preparação para eventos festivos do nosso Estado, nada melhor do que utilizá-la como uma cidade que busca ser exemplo na promoção de um desenvolvimento sustentável (considerada a 7a cidade no estado do RJ com melhor qualidade de vida pelo IDH-Brasil). Dessa forma, uma malha cicloviária que interligue a orla é a campanha ideal de uma cidade que se reconhece como sustentável. Um mote ou slogan poderia ajudar e, desde já, sugerimos: “Niterói – Cidade da Bicicleta”.

Bicicletários: A instalação de bicicletários em pontos estratégicos da cidade é também importante para incentivar o uso da bicicleta, assim como para organizar o espaço público.

Por fim, acreditamos que todas essas questões são básicas para o funcionamento correto de nossas ciclofaixas/ciclovias, devendo ser pensadas e desenvolvidas concomitantemente. Dessa forma, pedimos que nenhum novo traçado seja pintado nas ruas da cidade, sem que antes se atenda a boa parte dessas reivindicações.

Estamos à disposição para nos reunirmos e ajudarmos nesse processo, que é complexo, mas de grande importância para a mobilidade urbana de Niterói, que já sofre bastante com o trânsito. Bicicletas na rua representam menos carros; logo, teremos um tráfego fluindo melhor e a melhoria da qualidade de vida para TODOS. Com o planejamento adequado, uma efetiva malha cicloviária certamente será um grande sucesso para a cidade.

Ciclistas da Cidade de Niterói / Pedal Sonoro em 21/01/2014

Segurança viária: o que determina a LEI?

Trecho da apresentação utilizada na Audiência Pública: Mobilidade Urbana e Segurança Viária, realizada em 09/12/2016 na Câmara Municipal de Niterói, convocada pelos movimentos/coletivos Mobilidade Niterói, Niterói Para Pessoas e Pedal Sonoro e atendida pelos vereadores Paulo Eduardo Gomes (PSOL) e Daniel Marques (PV).

NOTA: Nesta importante atividade, com exceção de uma porta-voz da NitTrans, nenhuma das autoridades municipais convidadas compareceu à audiência.

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CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (CTB) Lei Federal 9.503 de 23/09/1997

Considera-se TRÂNSITO a utilização das vias por PESSOAS, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga.

O trânsito, em CONDIÇÕES SEGURAS, é um DIREITO DE TODOS e DEVER dos órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito (SNT), a estes cabendo, no âmbito das respectivas competências, adotar as medidas destinadas a assegurar esse direito.

Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao SNT darão prioridade em suas ações à DEFESA DA VIDA, nela incluída a preservação da saúde e do meio ambiente.

Os órgãos e entidades componentes do SNT RESPONDEM, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de AÇÃO, OMISSÃO ou ERRO na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do DIREITO do trânsito seguro.

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PLANO NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA/PNMU Lei Federal 12.587 de 01/03/2012

Princípios do PNMU:

ACESSO dos cidadãos ao transporte público coletivo;

GESTÃO DEMOCRÁTICA e CONTROLE SOCIAL do planejamento e avaliação da PNMU;

SEGURANÇA nos deslocamentos das PESSOAS;

Justa distribuição dos BENEFÍCIOS E ÔNUS decorrentes do uso dos diferentes modos e serviços;

EQUIDADE no uso do ESPAÇO PÚBLICO de circulação, vias e logradouros.

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Diretrizes do PNMU:

PRIORIDADE dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado;

INTEGRAÇÃO entre os modos e serviços de transporte urbano.

Objetivos do PNMU:

Consolidar a GESTÃO DEMOCRÁTICA como instrumento e garantia da construção contínua do aprimoramento da mobilidade urbana.

 

 

PS | Ilha de Paquetá (15/04/17)

Em celebração ao Mês do Choro, neste sábado, o Pedal Sonoro desembarca pela primeira vez na bucólica Ilha de Paquetá com sua bicicletada musical ao som de clássicos deste gênero genuinamente brasileiro.

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A ideia é pedalarmos pelo perímetro da ilha durante a tarde, com direito a algumas paradas, incluindo a Casa de Artes de Paquetá, para conhecermos um pouco de sua história, confraternizarmos e realizarmos um grande piquenique.

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Altamiro Carrilho, Canhoto, Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattalli e Canhoto da Paraíba

As belas melodias de grandes nomes do choro garantirão nossa aventura em total harmonia com o maravilhoso cenário que a Ilha de Paquetá tem a oferecer.

Sejam todxs bem vindxs… traga sua família!


 

Concentração 12h30 na Praça XV

IDA: 13h (Praça XV – Paquetá)
para quem sai de Niterói, pegar a barca às 12h ou 12h30

VOLTA: 19h (Paquetá – Praça XV)
embarques alternativos: 17h30 / 20h30

valor de cada tarifa: R$5,90 / R$5 (bilhete único)

ATENÇÃO: devido ao grande fluxo de passageiros, ainda mais por se tratar de um feriado, pedimos a todxs que, se possível, utlizem os horários alternativos para que não sejamos impedidos de embarcar na volta com os ciclos que transportam o equipamento de som. Contamos com sua colaboração!

Para acessar o evento no facebook, clique aqui

O que levar? Comidinhas p/ compartilhar no piquenique, protetor solar, dinheiro p/ passagem, alegria e disposição!

apoio local: Paquetá Bike – Ilha de Paquetá e Casa de Artes de Paquetá
parceria: Piratas de bici