Saiba como o Plano Diretor pode impactar na sua qualidade de vida

Após um longo processo que gerou diversos adiamentos da votação do Plano Diretor de Niterói graças à luta da sociedade civil nos conselhos municipais e nas diversas audiências públicas realizadas, de mandatos legislativos e mesmo da justiça, na última segunda feira (19/01) o plano foi finalmente sancionado pelo prefeito em exercício Paulo Bagueira.

Não é fácil gerenciar uma cidade, saber dos desafios e das soluções que cabe às autoridades. Por isso, existe o Plano Diretor que nada mais é que um “manual” para gerir as cidades.
O plano organiza o crescimento e o funcionamento do município. No Plano Diretor está a cidade que queremos, ele projeta o futuro da cidade de acordo com o que decidimos, incluindo questões relacionadas à mobilidade urbana.

Se por um lado o texto deixa a desejar na proteção ambiental, sobretudo na Região Oceânica, no tocante à mobilidade a lei parece atender à Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU).

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Confira alguns destaques do Plano Diretor relacionados à mobilidade ativa que, se colocados em prática por esta gestão, podem trazer inúmeros benefícios para sociedade em geral, sobretudo na qualidade de vida de pedestres e ciclistas:

  • Desenvolvimento urbano orientado à mobilidade sustentável, valorização dos espaços públicos;
  • A ação prioritária do Sistema Cicloviário será implantar a rede cicloviária planejada com o Plano Municipal de Mobilidade Urbana;
  • Desestimular o uso do transporte individual motorizado, articulando o transporte público coletivo com os modos não motorizados;
  • Aprimorar e articular o sistema de mobilidade local ao sistema de transporte público coletivo, priorizando os modos de transporte não motorizados, objetivando qualificar as centralidades e garantir acessibilidade;
  • Promover os modos de transporte não motorizados, como a caminhada e o uso da bicicleta, considerando a segurança da população;
  • Promover a complementação, ajuste e melhoria da infraestrutura cicloviária, garantindo a segurança, sinalização e integração com os bairros e municípios vizinhos, com as comunidades e com outros meios de transporte, priorizando trechos importantes da cidade e revendo os critérios de velocidade máxima das vias como estratégias de segurança viária, discutindo a destinação de recursos orçamentários para os transportes não motorizados;
  • Requalificação dos passeios com atendimento das normas de acessibilidade e segurança vigentes, fomento da arborização urbana de acordo com as especificidades locais;
  • Intervenções para a implantação do sistema cicloviário integrado ao sistema de transporte público coletivo de alta e média capacidade;
  • O Executivo deverá elaborar plano de adequação, recuperação e manutenção de passeios públicos;
  • Implantar uma política de restrição ao estacionamento em via pública, considerando os impactos negativos sobre a mobilidade e a qualidade do espaço urbano construído, estabelecendo instrumentos de controle da oferta de vagas de estacionamento em áreas públicas e privadas, inclusive para operação da atividade de compartilhamento de vagas;
  • Requalificação dos passeios com atendimento das normas de acessibilidade e segurança vigentes, fomento da arborização urbana e de acordo com as especificidades locais;
  • Implantar dispositivos de redução da velocidade e pacificação de tráfego nas vias locais, especialmente nas zonas residenciais.
  • Garantir a acessibilidade segura e autonomia das pessoas com deficiência e restrição de mobilidade;
  • Calçadas, faixas de pedestres, transposições e passarelas deverão ser gradualmente adequadas para atender à mobilidade inclusiva, visando a sua autonomia, conforme normas técnicas regulamentares pertinentes.

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Uma vez que a lei foi sancionada, cabe agora a cada um de nós enquanto cidadãos estarmos vigilantes para juntos e de maneira organizada cobrarmos a efetivação destas políticas públicas. Contamos com você!

Com informações de O Fluminense

Confira o balanço 2018

Para um coletivo integrado exclusivamente por voluntários e sem nenhum financiamento por parte de empresas ou governo, 2018 foi sensacional.

Confira o que rolou ao longo deste ano!

CAMPANHAS

O coletivo Pedal Sonoro é o operador da campanha Bicicleta Nos Planos em Niterói, realizada pelo Bike Anjo e UCB – União de Ciclistas do Brasil, que tem o objetivo de inserir a bicicleta no Plano de Mobilidade Urbana.

Participamos ainda das campanhas Dia Mundial Sem Carro, De Bike ao Trabalho e Mobilidade Ativa nas Eleições, além de realizarmos campanha educativa permanente para conscientização de ciclistas por meio de nossos canais de comunicação.

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CICLOEXPERIÊNCIA

A edição deste ano ocorreu no Teatro Popular Oscar Niemeyer e contou com a participação de dezenas de parceiros e iniciativas, além de convidados de outros estados. A atividade foi um sucesso e contou com grande público de todas as vertentes do ciclismo. Além disso, a CicloExperiência 2018 marcou o lançamento da campanha Bicicleta Nos Planos na cidade e da Rádio Pedal Sonoro que fez uma cobertura ao vivo diretamente do local, registrando alta audiência.

ATIVIDADES

Neste ano, realizamos nada menos que 16 bicicletadas musicais em Niterói e no Rio de Janeiro, além de produzimos outras atividades de promoção da cultura da bicicleta como o Pedalzinho Sonoro, Oficina de Pedal Sonoro, Cineclube Pedal Sonoro.

Além disso, marcarmos presença em diversos eventos como a Bicicletada RO no Caminho da BEM (Região Oceânica), Oficina de Formação de Bicicleta no Sudeste / Bicicleta Nos Planos, Bicicultura, Fórum Rio / Casa Fluminense (São Gonçalo), Pedal da Paz, Dia Mundial Sem Carro Niterói, Fórum Lixo Zero Niterói e Pedal Treme Terra. Ah, também fomos indicados ao Prêmio Sou de Niterói, promovido pelo jornal O Globo!

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14/01 – Pedal Sonoro Woodstock
03/02 – Carnaval no Ingá (Museu do Ingá)
03/02 – Carnapedal Sonoro
16/03 – Pedal UFF Sustentável
08/04 – Pedal Sonoro Eric Clapton
21/04 – Bicicletada da CicloExperiência 2018
20/05 – Pedal Sonoro Stevie Wonder
10/06 – Pedal Sonoro no Bicicultura 2018 (Rio de Janeiro)
08/07 – CicloArraiá do Pedal Sonoro
12/08 – Pedal Sonoro Dia dos Pais
09/09 – Pedal Sonoro Cazuza
22/09 – Fórum Mar Aberto / Dia Mundial Sem Carro (Rio de Janeiro)
14/10 – Pedal Sonoro Ploc 80
11/11 – Pedal Sonoro Trilhas de Cinema
09/12 – Pedal Sonoro Retrospectiva 2018
15/12 – Bicicletada + Festa de 5 anos do Pedal Sonoro

COMUNICAÇÃO

Produzimos sistematicamente conteúdo em fotografia, imagem, vídeo e áudio para alimentar nossas redes sociais. Marcamos presença no Facebook, Instagram, Youtube e Telegram compartilhando conteúdos exclusivos e de terceiros: notícias e informações relevantes pra quem pedala!

Na Rádio Pedal Sonoro, os ciclistas de Niterói e de todo o Brasil, mandaram o recado na série fala ciclista, veiculada durante toda a programação.

 

INCIDÊNCIA POLÍTICA

Como de costume, o Pedal Sonoro cumpriu um papel fundamental na politica municipal, cobrando exaustivamente do poder público o cumprimento dos compromissos assumidos por esta gestão através da Carta Compromisso pela Mobilidade Ativa / Bicicleta Nas Eleições 2016. Também buscamos dialogar com o programa Niterói de Bicicleta da Secretaria Executiva, estagnado desde 2016 e que, apesar de uma nova coordenação, absolutamente nada fez pela ciclomobilidade ao longo de todo este ano.

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Com o apoio dos mandatos legislativos de Bruno Lessa (PSDB), Paulo Eduardo Gomes (PSOL), Sandro Araújo (PSB) e Talíria Petrone (PSOL) encaminhamos diversos ofícios aos gestores municipais cobrando segurança para quem pedala na cidade, raramente respondidos e jamais atendidos pela Prefeitura de Niterói.

Não nos omitimos e acompanhamos de perto os trágicos episódios envolvendo ciclistas em nossa cidade, como atropelamentos fatais e acidentes recorrentes, participando de diversas reportagens jornalísticas, cobrando a responsabilidade e indicando soluções junto aos gestores municipais.

AGRADECIMENTOS

Celebramos com entusiasmo a parceria firmada com a Secretaria das Culturas, Fundão de Artes de Niterói e a administração do Teatro Popular Oscar Niemeyer para a realização da CicloExperiência.

Agradecemos imensamente às dezenas de pessoas que colaboraram com os crowndfundings realizados para viabilizarmos a CicloExperiência e a participação do músico Plá Curitiba no Bicicultura Rio 2018.

Nossa gratidão à Casa Fluminense, ao ICS – instituto Clima e Sociedade, ao Museu do Ingá, ao Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, ao Cantinho da Batata e a Coordenadoria de Trânsito da Guarda Municipal, assim como a todas as iniciativas e coletivos que nos apoiaram este ano.

Por fim, agradecemos à parceria e o apoio da Amazonas e Garage Bike.


Contamos com a sua colaboração para seguirmos em nossa luta, promovendo a bicicleta como meio de transporte, colaborando para a mobilidade sustentável das cidades, e conscientizando os ciclistas a respeito de seus direitos e deveres.

 Que venha 2019!

Vantagens da Bicicleta

A campanha BICICLETA NOS PLANOS é realizada pelas associações Bike Anjo e UCB – União de Ciclistas do Brasil, com apoio do Instituto Clima e Sociedade – ICS, e tem como objetivo orientar a sociedade civil organizada e cidadãos, bem como técnicos municipais e decisores políticos para a INCLUSÃO DA BICICLETA, enquanto meio de transporte, no planejamento urbano, através da sua inserção nos PLANOS DE MOBILIDADE URBANA.

 

Em Niterói, o coletivo Pedal Sonoro é o operador da campanha.

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para saber mais sobre a campanha: clique aqui

#01 A BICICLETA É UM MODO DE TRANSPORTE MUITO EFICIENTE

Até 5 quilômetros, a bicicleta é o modo de transporte mais rápido em uma cidade, além de flexível, uma vez que você pode parar em (quase) qualquer lugar sem atrapalhar quem está andando e se locomovendo pela cidade de outras formas e em outros modos de transporte ou a pé.

Você pode deixar sua bicicleta próxima de você ao parar em um local para tomar cafezinho, por exemplo. Já pensou nisso?

#02 BICICLETAS AJUDAM A REDUZIR ENGARRAFAMENTOS

Ruas e avenidas foram projetadas para receberem mais carros, mas o resultado, a cada ampliação viária, é sempre o mesmo: congestionamentos iguais e cada vez mais carros.

Ônibus, trens e metrôs são trocados, melhora-se a tecnologia, aumentam as linhas, porém, na hora do rush, o resultado é sempre o mesmo: pessoas espremidas, cansadas e precisando ir para algum lugar.

Um ciclo vicioso? Não para todos. Pessoas em bicicletas usam uma pequena fração do espaço urbano gasto pelos carros e se movem mais facilmente nos congestionamentos. Ou seja, mais gente andando de bicicleta, menos carros parados nos congestionamentos e mais fluidez para o transporte coletivo.

#03 A BICICLETA DÁ MAIS AUTONOMIA ÀS CRIANÇAS E JOVENS

Há muitos anos, crianças e jovens iam às escolas sozinhas, caminhando ou pedalando. Elas continuam querendo fazer isso, embora não o façam. A principal razão para é a discrepância entre o desejo das crianças (de ir de um jeito mais divertido e dinâmico para a aula) e a preocupação dos pais com relação à segurança dos pequenos.

Não por acaso – e não somente por isso – no Brasil, um a cada dois adultos está obeso e uma a cada cinco crianças também. Andar e pedalar para a escola é uma forma de adultos e crianças mudarem esse cenário nacional.

#04 A BICICLETA DEMANDA MENOS ESPAÇO URBANO

Nas cidades, o espaço urbano está sempre em disputa: alguém quer usá-lo de alguma forma, por meio da construção de algo.

Ruas e estacionamentos para carros têm um altíssimo custo financeiro para os municípios, estados e para a União e também ocupam enormes parcelas do espaço público.

Vias para passar bicicletas e pessoas a pé custam muito menos para serem implementadas, além de ocuparem um espaço público muito menor. Ou seja, com mais pessoas pedalando nas ruas, espaços que antes eram ruas e avenidas poderão ser transformados em praças, parques, escolas, postos de saúde e outras tantas funções de fato necessárias para a vida em uma cidade.

#05 INTERMODALIDADE

A depender da estrutura de sua cidade e do bairro onde você mora, a intermodalidade pode ser bastante interessante. Viabilizar a integração entre modos de deslocamento, como bicicleta e ônibus, é papel do Estado.

Aproveite o período eleitoral para pautar a ideia junto aos candidatos. Integrar o transporte coletivo ao uso da bicicleta é um ganho geral.

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#06 BICICLETAS SÃO MAIS SEGURAS

Uma pesquisa alemã de 2004 mostrou quais as chances que temos de sofrer um ferimento na cabeça em vários momentos. Vale ressaltar que, na Alemanha, a taxa de motorização (pessoas/carro) é superior ao Brasil, embora o % de uso da motocicleta seja superior aqui.

A saber:

48% andando de carro
26% praticando alguma atividade de lazer 13% andando de moto
9% trabalhando
2% cometendo um crime
1% pedalando
1% caminhando

Ou seja, andar de bicicleta é seguro. E pode ser mais e mais, desde que hajam políticas voltadas assegurar ainda mais o direito à cidade.

#07 MAIS BICICLETAS, MENOS ACIDENTES

Um estudo austríaco feito entre 1992 e 2004 mostrou que, enquanto houve aumento de 40% no tráfego de bicicleta, a quantidade de pessoas feridas por bicicleta por quilômetro pedalado diminuiu 40%. Ou seja, mais pessoas pedalando, menos colisões com bicicletas acontecerão. O mesmo foi constatado na Alemanha.

Você dirá: mas somente exemplos estrangeiros? Não. São Paulo, recentemente, vivenciou o mesmo processo e mostrou que, quanto mais pessoas pedalando, menos feridos andando de bicicleta acontecerá por bicicleta por quilômetro rodado.

Uma cidade ciclável é mais segura simplesmente porque tem mais pessoas pedalando.

#08 MAIS BICICLETAS, MAIS SAÚDE

Fato: Bicicleta é um modo de transporte limpo.

Estudos em todo o mundo, incluindo o Brasil, têm demonstrado que os combustíveis usados nos automóveis tem causado câncer de pulmão nos moradores das cidades, especialmente por conta das partículas advindas da combustão do diesel. Em vias engarrafadas, essas emissões aumentam ainda mais. Ou seja, você não precisa ser um fumante para correr risco de ter um câncer de pulmão.

Então, o que você pode fazer para minimizar esses riscos? Pedale! Caminhe! E mais pessoas andando a pé ou de bicicleta contigo, mais chance do ar da sua cidade se tornar menos poluído.

#09 MAIS BICICLETAS, MENOS BARULHO

Quanto mais gente pedalando e menos usando automóveis e motos, mais saudável estará a cidade no que diz respeito aos sons que nela são produzidos.

Hoje em dia, as emissões irregulares de ruídos e sons, que colaboram para a poluição sonora das nossas cidades, passou a ser um dos principais problemas dos centros urbanos,
em especial os ruídos que têm por fonte automóveis e motos. Quais são? Alguns exemplos: barulhos do motor, da aceleração, das frenagens, buzinas, alarmes e também os de som automotivo.

Estudos têm mostrado que a poluição sonora provoca malefícios à saúde humana, causando distúrbios físicos e mentais. Além disso, a própria emissão de ruídos ou sons gera perturbação à segurança viária (lembre-se do som de um engarrafamento!), ao sossego público (se recorde de quando você queria caminhar tranquilamente pela calçada!) e faz mal o meio ambiente (está lembrando do cheirinho da poluição?). Ou seja, a poluição sonora gera problemas tanto para a coletividade quanto para cada pessoa que vive nas cidades.

#10 MAIS BICICLETAS, MAIS ECONOMIA

O uso da bicicleta demanda poucos investimentos públicos, se compararmos com o que se gasta para tentar aumentar o fluxo dos automóveis nas cidades (avenidas, viadutos, pontes estaiadas, vias rápidas, trincheiras, etc) e a manutenção disso tudo, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo.

Além disso, o custo com o estacionamento de bicicletas
é, também, muito menos do que o para automóveis, seja pela quantidade de espaço necessária para a obra (ver Vantagem#4), seja pelo material que se utiliza em ambos os casos.

Quanto mais pessoas utilizando bicicleta em detrimento
do uso do automóvel, mais se economizará com recursos da gestão municipal, estadual e federal destinados à saúde pública, quer pelos benefícios à saúde de cada pessoa, evitando assim a necessidade de acessar um médico, quer pela economia de recursos que seriam gastos por conta da poluição gerada pelos automóveis e também pelas colisões, atropelamentos e mortes.

Em épocas onde há limitações de investimentos públicos, escolher a opção mais barata e com mais benefícios à vitalidade das cidades e à saúde das cidadãs e cidadãos parece uma escolha inteligente e sustentável.

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